quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Sob os efeitos karnakianos

 Por Ronaldo Faria

 

“As águas é que são felizes. Não têm de ter visto para entrar no país...”
(Karnak)
 
Culpabilis teremos nosotros diante de la kármika eco(exis)tência, pênsil e tensa? Como vencer as tramas do drama do medo insano de las manos? Onde estão as mamas para nos embebedar de lânguidas xoxotas toscas e loucas? Como volatilizar acima da realidade para virar e transbordar cadências de impregnados pregões místicos e insensatos que a nada levam e a pouco levarão no menos ainda que trarão? Traíra é a mãe! Repetindo em repente repentino de desatino próximo do pânico (as)sintomático e dramático, fálico, quiçá: “Culpabilis teremos nosotros diante de la dramatúrgica kármika exis(eco)tência, pênsil e tensa?”

O que fazer diante da morte? Haverá sorte em sortilégios de segundos impróprios e em metagoges? Como passar as horas sem perdê-las? Como ver prostitutas sem comê-las ao menos com os olhos? Como ouvir poemas e melodias sem sorvê-las? Como tomar sorvete em dia frio e sem ficar frígido ao tempo? Como não ver sombras assombradas nos soçobrados que soçobram entre Tóquio ou Paris? Tudo feito um canto de Campinas e um tico (sem fubá) no apartamento daqui. Como deixar de ouvir, percuciente, o demente e o crente? Mas, antes de mais nada, nadando de braçada pela vida, de balada em balada mal dormida, que se deixe toda a coisa passar. Afinal, no final, um dia, tudo vai mesmo, sem cancioneiro, acabar...
 
“Todo mundo tem medo que o mundo acabe. Mas o mundo já está acabadim...”
(Karnak)

Um coletânea feita há 54 anos

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