sábado, 27 de agosto de 2022

Renato Teixeira

 Por Ronaldo Faria

Violeiro que toca e dedilha o violão, dá à tua mão um tanto de viola e canção. Canta à voz que partiu o trinar do tiziu, se este houver no horizonte em anil Brinca de tempo parado, de gesto largado, de andar pela estrada entre curvas e estradas. Fosse no asfalto da cidade, esquina haveria e faróis forrariam passos e arrancadas do coração num piscar sem parar. O lugar? O que há de ser lugar ou largar? Por isso o violeiro rasga os dedos nas cordas de aço e traz sensações e canções. Alguém, num dado desandar, saberá tais caminhos traçar.

Moça que se entrega aos insondáveis desejos do amante dissonante da vida deixa que a inverdade se invada de histórias e histriônicas saudades. Não deixe que o sono vire sonoridade desperta e dispersa. Sororidade inversa. Durma com a certeza de que amor maior não há. E se Deus existir, feito igual, ele nada terá feito ou fará. Nem mesmo com as certezas de um terço que a beata reza sem olhar. Na luz do lampião, o candeeiro saberá se iluminar. Deitada na sua cama azul, arreganhada, Nina vê o tempo canino discorrer, voar e nunca chegar.

Um coletânea feita há 54 anos

  Por Edmilson Siqueira Em 1972, ou seja, há 54 anos, Sergio Mendes já tinha sucessos suficientes para produzir uma coletânea. Ela foi lança...