Por Ronaldo Faria
Musicoólatras
DOIS APAIXONADOS POR MÚSICA A FALAREM DE VINIS, CDS E DVDS
sábado, 13 de junho de 2026
Com o Poetinha
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Não morre, mouse
Por Ronaldo Faria
Heroico na sua decisão, bebe mais um gole de refrigerante comprado na promoção do supermercado. “Agora mandei bem. O que você achou, Basílio?” O gato sequer se mexe. Se entendesse a pergunta, talvez tivesse mandado um “vai tomar no meio do seu cu, bundão!” Mas o silêncio e a petrificação do felino parecem ser a aceitação que desejava. Para ele, agora Maria iria responder. “Tudo bem que mandei uns tantos antes, sem sucesso. Mas esse de agora vai mexer e remexer com o seu coração”, pensou.
Na rua defronte de sua casa, esquina de algo incomum e nada, a chuva caía amiúde. Uma ou outra pessoa, com seus guarda-chuvas ou sombrinhas abertos a amenizar pingos tardios, passava rápido. Na janela de Gumercindo a cena encenava quase nada. Seu mundo era quarto, sala, cozinha e banheiro. As janelas eram mero apêndice que algum arquiteto pensou. “E agora, espero a resposta acordado ou vou dormir e ter uma surpresa de manhã?” A dúvida, ávida de fim, povoava sua cabeça vazia e cheia de perguntas e falsas respostas, todas postas e findas. “O que você acha, Basílio?” O bichano, orando ao Deus dos animais para mandar um raio que fulmine seu tutor, sequer move um cílio ao não olhar. “Prostração é sim! Obrigado, Basílio!”
E assim ao tempo corre no relógio. A Terra dá mil giros sobre seu próprio eixo No desleixo com que cuida da sua casa, o mundo do sonhador chama novas baratas para morar. Mas Gumercindo, no infindo desejo de ser feliz, fica insone ao sono solene e prenhe de nascer. “São quatro e meia da manhã. Acho que ela ainda deve estar dormindo. Meu instinto diz que sim. Acho que vou dormir também. Mas e se ela for insone igualmente? Se o despertador foi colocado pra logo mais?”
terça-feira, 9 de junho de 2026
No ácido
-- Sei lá. Não vim com ele para o baile.
-- Mas o cabra falou que vinha.
-- E eu com isso...
-- É que ele me deve trezentos contos.
-- Se ele te deve, corre atrás. Não vem querer me cobrar.
Perácio, apesar do nome parecido, não era nada de Acácio. Parente? Nunca. Talvez só a mesma patente extinto Tiro de Guerra os unisse na Terra. Mas que se foda o serviço militar obrigatório. “Obrigação é coisa de cuzão”, sentenciou um qualquer.
-- Ainda vou passar esse peste no facão.
-- Por mim, esteja na sua vontade.
Livre de Perivaldo, Perácio vai até o balcão e pede uma gelada e um dedo da quente.
-- Essa pinga é do alambique da Gameleira. É da boa!
-- Então coloca com choro e fica na sua.
Calibrado, põe os olhos no meio do salão. A prenda mais rodopiante será o alvo certo. A luz, em meia vida, proposital para que mãos e lábios pudessem estar livres para se encontrarem e fugirem às regras em voga, não ajudava muito a ver rostos e coxas das dançarinas. Mas, num relance que os olhos dão, enxergou uma morena com seus cabelos negros e lisos. Deu pra ver que sua boca, carnuda, guardava dentes que brilhavam na penumbra. Seu corpo não era real. Certamente era criação de algum escultor do passado do mundo. E seu riso era como se o mundo fosse somente florir.
-- Camarada, essa pinga está batizada?
-- Claro que não. É da pura.
Então a sua visão não estava maluca. Ela existia. Era real, coisa e tal. E rodopiava no salão como fosse o centro do mundo. Translúcida ao negror geral, talvez fosse a síntese da poesia que diziam alguns loucos e aprendizes escreviam em livros ou guardanapos. Ele não sabia. Analfabeto de verso, Perácio era pé no chão nas rimas do alfabeto, mesmo com bota de couro para tanger o gado.
-- Manda outra dose pra eu tomar coragem...
Virou tudo de solapada só.
-- Vê mais uma!
De novo, a garganta junta álcool e fé de que é possível ter a morena em seus braços. No palco, o fole da sanfona rola solto. O cantor entoa rimas de amor. Era agora ou nunca. Certo de que sua empreitada daria êxito, caminha devagar pelo salão. "Vai acabar com beijo na nuca." Mas, a alguns passos da mulher desejada, ouve gritos de dor e realidade tresloucada. Sem que ele visse, Acácio tinha chegado no lugar de bolsos vazios e promessas vãs. Sem paciência mais para esperar, Perivaldo rasga seu peito com o facão. Desesperada, a moça corre para rua junto com a multidão. E some nas ruas de terra de alguns pedriscos.
-- Porra, Perivaldo, não tinha outra hora pra matar o Acácio?
A pergunta fica sem resposta. O autor do crime sai de cena antes que a polícia chegue ao lugar. Incrédulo que o seu amor sequer perpetrado foi no mundo desaparecer, o triste e descrente Perácio volta ao balcão e diz numa sentença formal: “Meu, deixa a garrafa inteira aí. Pro inferno o sonho de ser feliz”. No meio do terreiro, o chão de barro está retinto de vermelho. O sangue de Acácio é apenas o prenúncio de que o tempo segue seu rumo sem se importar com o amor distraído e inexato. No cenário, uma lua rasgada de branco que brilha só se faz acalanto para tão pouco tanto.
(A descobrir um disco “velho” de 1976 de Gilberto Gil)
domingo, 7 de junho de 2026
Uma coletânea do Manhattan Transfer*
Por Edmilson Siqueira
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Passarinhando no mundo
Por Ronaldo Faria
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Xamegô
Por Ronaldo Faria
-- Obrigado Maria por abrir a porta. Na verdade, só vim aqui pra beber um gole da água do pote.
-- Tudo bem. Te trago um copo agora.
No fole da sanfona desafinada da vida, a água desce a garganta ancha de amor e solicitude. Na vida que corre do lado de fora, a ânfora está cheia de meias verdades, saudades etéreas, simulacros mil. Ou seja, a pantomima da vida.
-- Muita secura aí fora?
-- Com certeza. Meu cavalo quase morre de sede...
-- Quer que encha o cocho pra ele?
-- Se puder, agradeço junto com o alazão.
Animal sedento afinal saciado, a história poderia ter fim. Mas qual... A cena dentro da cena principal é primordial. Nela, o tempo terminal se faz atemporal. Nele se juntam saudade e efemérides nunca comtempladas de festejos. No ensejo do nada, mil fadas em fodas com anjos e arcanjos arqueados pelo tempo.
E assim, Maria e José, feito escrituras da bíblia escrita e republicada com mil mudanças que a fé e crença têm que ter no seu tempo, viram realidade na tristeza e na dor como fossem só amor. E se abraçam e desatam, se camuflam na realidade da saudade, tramam nova realidade. E assim são sonhadoras e utopia, senão. Afinal, diásporas da vida, vivem a ilusão de ainda ser...
terça-feira, 2 de junho de 2026
Bessie Smtih, a pioneira do blues e do jazz*
Bessie nasceu no Tennesse, no fim do século 19 e viveu apenas 43 anos. Morreu em 1937, mas foi a mais popular cantora de blues das décadas de 1920 e 1930.
Sua vida não foi fácil. Aos 9 anos já era órfã de pai, quando sua mãe também morreu e sua irmã mais velha, Viola, ficou encarregada de cuidar de seus irmãos e irmãs.
Para arranjar algum dinheiro, Bessie e seu irmão Andrew começaram a se apresentar nas ruas de Chattanooga como um dueto, ela cantando e dançando, ele acompanhando no violão, principalmente na frente do White Elephant Saloon no coração da comunidade afro-americana da cidade.
Mas por volta ded 1920, ela alcançou um grande sucesso com seu primeiro lançamento, uma mistura de "Gulf Coast Blues" e "Downhearted Blues", que sua compositora, Alberta Hunter, já havia transformado em um sucesso na Paramount Records. Bessie se transformou a atração principal no circuito de teatros negros e acabou se tornando sua atração mais popular na década de 1920. Trabalhando no teatro e fazendo turnês, ela se transformou na artista negra mais bem paga de sua época. Sua gravadora, a Columbia apelidou-a de "Rainha do Blues", mas uma jogada de marketing passou o título dela para "Imperatriz".
Sua morte aconteceu devido a um acidente de carro.
Ao ouvir esse disco hoje, mais de nove décadas depois das gravações originais, a força emocional da cantora ainda impressiona. As gravações padecem de um a tecnologia atual, obviamente, mas percebe-se claramente que estamos ouvindo uma excelente cantora.
Não à toa, tornou-se a maior estrela do blues clássico feminino, vendendo milhares de discos e excursionando por todo os Estados Unidos.
As faixas de "I’m Wild About That Thing" mostram uma cantora já plenamente madura artisticamente. Críticos afirmam que "diferentemente de muitas intérpretes da época, que apostavam em exageros sentimentais, Bessie equilibrava emoção e controle técnico com rara sofisticação. Sua voz possuía potência quase operística, mas nunca perdia o balanço do blues. Ela dominava o fraseado com naturalidade impressionante, atrasando ou antecipando sílabas para criar tensão rítmica e dramaticidade."
Sua importância pode ser medida pela influência duradoura que exerceu em artistas como Billie Holiday, Dinah Washington, Nina Simone e Janis Joplin. Todas herdaram, em maior ou menor grau, essa capacidade de transformar vulnerabilidade em força expressiva.
Portanto, mais do que uma simples coletânea histórica, "I’m Wild About That Thing" funciona como retrato de uma artista monumental. Sua arte ajudou a estabelecer as bases do canto jazzístico moderno e redefiniu o papel da intérprete feminina na música popular.
Todas as faixas foram gravadas nos anos de 1927 (5 delas), 1928 (3), 1929 (2) e 1933 (1) e são as seguintes:
- Alexander's Ragtime Band (Berlin)
- Tromboine Cholly (Brooks)
- Lock and Key (Creamer e Johnson)
- A Good Man Is Hard to Find (Green)
- Dyin' By the Hour (Brooks)
- Foolish Man Blues (Smith)
- Thinking Blues (Smith)
Devil's Gonna Get You (Granger)
- I Used To Be Your Sweet Mama (Miller)
- Standing in the Rain (Smith)
- I'm Wild About That Thing (Willians)
- You've Got to Give me Some (Willians)
- Kitchen Man (Razaf e Belledna)
- He's Got Me Goin' (Gray)
- Blue Spirit Blues (Willians)
- Do Your Duty (Wilson)
- Gimme a Pig Foot (Wilson)
O CD pode ser encontrado nos bons sites do ramo e, embora eu não tenha encontrado esse disco no YouTube, há uma página lá com 49 canções delas, muitas das quais estão nessa coletânea: https://www.youtube.com/watch?v=Mfsq8bqAVB4&list=PLk2hj6N_gFGqL6mMUOjwOI486fR0ZhHnP .
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Vira o disco!
Por Ronaldo Faria
Os neurônios demoram a se ligar. Mas, passo vagaroso com outro passo no passadio da escrita, vão se tornando escrito e escritura de verdade. Ainda não rolou o barato, mas surge ao menos o fato. Tátil.
-- E aí, mano, vamos encher a cara?
-- Tem opção?
-- Não.
-- Então vamos lá!
No boteco, coisa feito treco que tem que existir pra vida coexistir, a resposta é a posta insalubre do cardápio e do linguajar. E Acácio e seu parceiro fetal viram um só a tentar se encontrar. Umas doses vêm e outras não voltam. Todas se jogam nos copos em cópulas com as bocas e gargantas dos descritos personagens. A paisagem é mera voltagem 110 em tomada 220. Para mudar a realidade, um garçom solícito e carente dos 10% é só perguntas: “Vai outra?” A cena, enfim, é mero numerário.
-- Vamos pra saideira?
-- Com toda a certeza...
Na mesa de plástico que nunca veria o pior mármore sobre si, os amigos minguam ao tempo para saber que o destino é desconhecido e ínfimo, infame. Na canção que a vida dá, a poesia pergunta quem abraçou quem. Para o Criador, a rir de tudo, a vida não vale um vintém.
sábado, 30 de maio de 2026
Com Celso Fonseca
Por Ronaldo Faria
Batuque que nem tuk-tuk ou toque-toque. Tanto faz se puder rimar. Afinal, daqui, longe do mar, a vida é apenas um deserto novo. Tergiversando o tempo, o lamento da foto antiga a fazer a vida voltar. E tem gente a curtir o passado que, quisera, fosse presente apenas por ser. Mas a vida, ávida de crer que pode ser eterna ou terna, é como trena que mede os milímetros que faz cada um de nós ainda sobreviver. Atemporal ao temporal de Verão, versão 2025, vamos saber com a realidade que, se ela dança, eu danço. Aliás, o que não falta a cada um de nós é dançar, sambar, girar, rodopiar, beijar... até o dia de não acordar.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Tempo hoje na espera de um amanhã
Por Ronaldo Faria
-- Amâncio, abre essa porra! Estou molhada até a calcinha!
A voz era de Manuela, sua enamorada platônica. Atônito, corre para destrancar o cadeado da porta que o afasta dela. “Perdão, Manu. Só ouvi agora. Estava no banheiro. O barulho da descarga não deixou ouvir antes e vir te abrir a porta.
-- Tudo bem. Deixa eu entrar.
-- Claro, por favor.
Entre um e outro relâmpago, Manuela entra na casa de poucos e efêmeros cômodos sem se incomodar.
-- Não repara a bagunça. Homem solteiro é isso.
-- Tudo bem, nesse dilúvio só deu tempo de entrar aqui.
-- Bendito dilúvio... Quer dizer, que merda de chuva...
-- Tem uma breja aí?
-- Claro, claro. Já vou buscar.
“Deus existe? Essa chuva de baldes caindo do céu só veio pra me trazer ela?” – pensa Amâncio em seus poucos neurônios.
-- Pronto, está aqui, nos trinques!
-- Valeu. Estava com a garganta seca, apesar da água que está caindo.
-- Tudo bem. Tem mais umas oito na geladeira. Espero que dê pra molhar sua garganta...
Papo veio e papo foi. Reto ou controverso. Gargalhadas também. Um ou outro olhar atravessado, falsos olhares enviesados.
-- Afinal, Amâncio, porque você vive só?
-- Sei lá. Acho que ainda não encontrei a minha cara metade. Ou a metade da minha laranja apodreceu sem eu saber.
-- Amâncio, você é muito comédia!
“Comédia? Será que foi elogio? Talvez seja melhor do que ser tragédia”, pensou. Lá fora, aforismo de tudo, a chuva não dá trégua. E alaga ruas, caminhos, vielas. A favela despenca às pencas. Até a biqueira resolveu suspender o delivery. Mas no casebre de Amâncio a chuva contagia a vida como fosse apenas um tempo mínimo na vida que há.
-- Você tem algo mais forte que uma cerva?
-- Tenho uma branquinha de alambique. Vai?
-- Claro. Manda ver.
A partir daí foram risadas, toques malemolentes, proximidades perigosas, abraços perpétuos, bocas sugadas em sofreguidão. Amâncio e Manuela sendo dois num só. Afinal, milagres de início de ano também existem. E até Pedrão do Céu aceitou o amor que a chuva causou e decide fechar a bica celestial para não atrapalhar o casal. Um sol meio bundão até chega pela manhã. Porém, o casal casual, na cama a rolar, não liga para o tempo formal. Milagre de réveillon atrasado, os dois transam como se a vida não tivesse novo porvir. E assim, poesia e canção, são a unção daquilo que, entre desejos e senões, não tem fim.
(Com Celso Fonseca a rolar)
terça-feira, 26 de maio de 2026
Restolhando
Por Ronaldo Faria
Restinho de lucidez na fluidez
que a vida dá. O incenso terminou, a cerveja quase derreou, as teclas do
computador permanecem inglórias na glória do escrever e escrevinhar. É hora de
apagar para no amanhã (inevitável) tentar despertar.
domingo, 24 de maio de 2026
Uma coletânea de Teddy Wilson
Segundo descobri nas internets da vida, a editora "fue una de las editoriales españolas más influyentes en el mundo de las colecciones por fascículos. Fundada a finales de los años 80 en Madrid, se convirtió rápidamente en un referente gracias a sus publicaciones culturales, históricas y educativas, así como a sus famosas series de miniaturas y modelos coleccionables distribuidos en quioscos." Como se vê, a editora foi grande, Aliás, distribuía os famosos gibis do Asterix, de quem fui, e sou, grande fã. Mas encerrou suas atividades em 2007.
A coleção "Jazz", não encontrei na rápida pesquisa que fiz. Mas o que interessa aqui é que o disco de Teddy Wilson é um divertido exemplar de um jazz que quase não se encontra mais por aí, a não ser em conjuntos que tentam preservar o rico passado do gênero.
As gravações variam de 1934 a 1945, um fértil período do jazz nos Estados Unidos, principalmente em Nova York, onde foram feitas todas as gravações, com exceção de apenas uma delas. Das 13 faixas, uma delas é um solo, obviamente, ao piano. Seis delas é com a "Teddy Wilson and his Orchestra"; duas com sua "Big Band", duas com um sexteto, uma com um quarteto e uma com um trio. Como se vê, nesses 11 anos que as gravações abrangem, Teddy passeou por vários formatos de grupos.
A Wikipédia nos informa que Teddy Wilson "foi descrito pelo crítico Scott Yanow como o 'pianista balanço definitivo', com um estilo sofisticado e elegante que foi destaque nos registros de muitos dos maiores nomes do jazz, incluindo Louis Armstrong, Lena Horne, Benny Goodman, Billie Holiday e Ella Fitzgerald. Com Goodman, ele foi um dos primeiros músicos negros a aparecer com destaque com músicos brancos. Além de seu extenso trabalho como sideman, Wilson também liderou seus próprios grupos e sessões de gravação do final dos anos 1920 aos 1980.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Procê
Por Ronaldo Faria
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Derradeira na dor da coluna
Por Ronaldo Faria
No sentimento ermo que termina no findo espaço de sobreviver, a cada palmo proscrito e retinto de ferver o coração mais gélido e pérfido, o andor de andar nos braços daqueles que acreditam que há um Deus em meio a tanto torpor. A porta fechou-se sozinha? Saber-se-á. O incenso aceso e que faz a fumaça brotar vira mais um novo esperar. Na derradeira premência, o prenúncio da nova madrugada a brotar e pedir pra chegar.
terça-feira, 19 de maio de 2026
O primeiro - e antológico - disco de "jazz samba"
Com o Poetinha
Por Ronaldo Faria A noite, essa amiga desnaturada dos casais e dos apaixonados, segue seu rumo insolente no tempo que corre e escapa dos rel...
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Por Ronaldo Faria O CD Cazas de Cazuza – A Ópera-Rock é de 2000. Dez anos após a sua morte, vítima da Aids. Dos discos que homenagearam d...
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Por Ronaldo Faria -- E aí, vamos? -- Claro. Só se for agora... Carlos e Kelé, amigos de infância, suburbanos desde os primeiros panos de ...
















