Por Edmilson Siqueira
A indústria fonográfica norte-americana sabe como preservar a história de seus mais importantes criadores. Claro que o aspecto financeiro também é levado em conta e pesa muito nas decisões, mas o grande mercado que há por lá com os mais variados públicos, compensa ousadias que acabam se constituindo em verdadeiros tesouros musicais.
É o caso do CD "Morpheus" com Miles Davis. Ele foi lançado dentro da série Quadromania pelo selo Membran em 2005, reunindo, veja você, gravações de Miles de 1949 a 1954, distribuídas em 4 CDs, totalizando 63 músicas. Ou seja, com essa coletânea dá pra conhecer a trajetória inicial de Miles Davis, com diferentes momentos de sua carreira, onde já é perceptível sua constante capacidade de reinvenção estética e sonora.
E poucos artistas na história da música tiveram uma trajetória tão marcada pela inovação quanto Miles Davis. Desde sua participação no movimento bebop ao lado de Charlie Parker nos anos 1940, passando pela criação do cool jazz, pelas experiências modais e posteriormente pela fusão com o rock e o funk, Davis nunca permaneceu artisticamente parado.
Essa característica aparece claramente na seleção de faixas de Quadromania – Morpheus. O disco funciona quase como um pequeno panorama de sua linguagem musical: o fraseado econômico, o uso expressivo do silêncio, a sonoridade intimista do trompete com surdina e a escolha criteriosa dos músicos que o acompanhavam.
Mais do que um virtuose no sentido tradicional, Miles era um verdadeiro arquiteto do som. Sua genialidade estava tanto na forma de tocar quanto na maneira de organizar os grupos e direcionar a música. Ele sabia extrair o melhor de cada instrumentista, transformando seus conjuntos em verdadeiros centros de experimentação musical.
Como sempre aconteceu em sua carreira, ele se cercava de instrumentistas de grande sensibilidade, capazes de compreender sua proposta baseada na interação e na escuta coletiva.
É o caso do CD "Morpheus" com Miles Davis. Ele foi lançado dentro da série Quadromania pelo selo Membran em 2005, reunindo, veja você, gravações de Miles de 1949 a 1954, distribuídas em 4 CDs, totalizando 63 músicas. Ou seja, com essa coletânea dá pra conhecer a trajetória inicial de Miles Davis, com diferentes momentos de sua carreira, onde já é perceptível sua constante capacidade de reinvenção estética e sonora.
E poucos artistas na história da música tiveram uma trajetória tão marcada pela inovação quanto Miles Davis. Desde sua participação no movimento bebop ao lado de Charlie Parker nos anos 1940, passando pela criação do cool jazz, pelas experiências modais e posteriormente pela fusão com o rock e o funk, Davis nunca permaneceu artisticamente parado.
Essa característica aparece claramente na seleção de faixas de Quadromania – Morpheus. O disco funciona quase como um pequeno panorama de sua linguagem musical: o fraseado econômico, o uso expressivo do silêncio, a sonoridade intimista do trompete com surdina e a escolha criteriosa dos músicos que o acompanhavam.
Mais do que um virtuose no sentido tradicional, Miles era um verdadeiro arquiteto do som. Sua genialidade estava tanto na forma de tocar quanto na maneira de organizar os grupos e direcionar a música. Ele sabia extrair o melhor de cada instrumentista, transformando seus conjuntos em verdadeiros centros de experimentação musical.
Como sempre aconteceu em sua carreira, ele se cercava de instrumentistas de grande sensibilidade, capazes de compreender sua proposta baseada na interação e na escuta coletiva.
Assim, nas mais de quatro horas de música nos quatro CDs, que estão em ordem temporal, encontramos músicos como Gerry Mulligan, Kenny Clark, John Lewis, Stan Getz, Sonny Rollins, Walter Bishop, Charlie Chan, Charlie Parker, Art Blakey, Horace Silver, Thelonious Monk e muitos outros que tiveram carreiras à frente de conjuntos próprios criados após a experiência de tocar com Miles Davis.
Uma das maiores contribuições de Miles Davis para o jazz foi sua compreensão do silêncio como elemento musical. Influenciado por uma visão mais lírica da improvisação, ele desenvolveu um estilo em que as pausas têm tanta importância quanto as notas.
E mesmo sendo uma coletânea, o disco tem valor documental por reunir registros que ajudam a entender a evolução do jazz no século XX. Miles Davis foi um dos poucos músicos que conseguiram participar ativamente de várias revoluções estéticas dentro do gênero.
Seu trabalho influenciou não apenas trompetistas, mas músicos de todas as áreas. Sua visão artística ajudou a moldar o jazz contemporâneo e também impactou a música popular de forma mais ampla.
A coletânea "Morpheus" reafirma assim a importância de Miles Davis como um dos maiores nomes da história da música, mesmo abrangendo seus anos iniciais. Sua capacidade de reinventar o jazz, sua sonoridade inconfundível e sua busca constante por novos caminhos fazem dele uma referência permanente.
Miles Davis faleceu em 28 de setembro de 1991 em consequência de um AVC combinado com uma pneumonia e insuficiência respiratória, resultado de muitos cigarros e outras drogas, aos 65 anos. Foi enterrado no Cemitério de Woodlawn, no Bronx, Nova Iorque.
Uma das maiores contribuições de Miles Davis para o jazz foi sua compreensão do silêncio como elemento musical. Influenciado por uma visão mais lírica da improvisação, ele desenvolveu um estilo em que as pausas têm tanta importância quanto as notas.
E mesmo sendo uma coletânea, o disco tem valor documental por reunir registros que ajudam a entender a evolução do jazz no século XX. Miles Davis foi um dos poucos músicos que conseguiram participar ativamente de várias revoluções estéticas dentro do gênero.
Seu trabalho influenciou não apenas trompetistas, mas músicos de todas as áreas. Sua visão artística ajudou a moldar o jazz contemporâneo e também impactou a música popular de forma mais ampla.
A coletânea "Morpheus" reafirma assim a importância de Miles Davis como um dos maiores nomes da história da música, mesmo abrangendo seus anos iniciais. Sua capacidade de reinventar o jazz, sua sonoridade inconfundível e sua busca constante por novos caminhos fazem dele uma referência permanente.
Miles Davis faleceu em 28 de setembro de 1991 em consequência de um AVC combinado com uma pneumonia e insuficiência respiratória, resultado de muitos cigarros e outras drogas, aos 65 anos. Foi enterrado no Cemitério de Woodlawn, no Bronx, Nova Iorque.
Segue a lista das músicas em cada CD:
CD 1
Israel (Carisi)
Rouge (Davis)
Darn That Dream (De Lange e Van Heusen)
Odjenar (G. Russel)
Hibeck (L. Konitz)
Yesterdays (O. Harbach e J. Kern)
Ezz-Thetic (Russell)
Morpheus (Lewis)
Down (Davis)
Blue Room (Rodgers e Hart)
Whispering (Schonburger, Cobuurn e Rose)
Dig (Davis)
It's Only A Papermoon (Arlen, Harburg e Rose)
Denial (Davis)
Bluing (Davis)
Out Of The Blue (Davis)
CD 1
Israel (Carisi)
Rouge (Davis)
Darn That Dream (De Lange e Van Heusen)
Odjenar (G. Russel)
Hibeck (L. Konitz)
Yesterdays (O. Harbach e J. Kern)
Ezz-Thetic (Russell)
Morpheus (Lewis)
Down (Davis)
Blue Room (Rodgers e Hart)
Whispering (Schonburger, Cobuurn e Rose)
Dig (Davis)
It's Only A Papermoon (Arlen, Harburg e Rose)
Denial (Davis)
Bluing (Davis)
Out Of The Blue (Davis)
CD 2
Donna (Parker)
Yesterdays (O. Harbach e J. Kern)
Chance It (Davis)
How Deep Is The Ocean (Berlin)
Dear Old Stockholm (Davis)
Woody 'N You (Davis)
The Serpent's Tooth -take 1 (Davis)
The Serpent's Tooth - take 2 (Davis)
'Round Midnight (Monk, Willians e Hanigheni)
Compulsion (Davis)
Tasty Pudding (Cohn)
Floppy (Conh)
CD 3
Willie The Wailer (Cohn)
For Adults Only (Cohn)
Ray's Idea (Brown e Fuller)
Kelo (Johnson)
Enigma (Johnson)
Tempus Fugit (Powell)
I Waited For You (Fuler e Gilespie)
C.T.A (Heath)
Tune Up (Davis)
Well You Needn't (Davis)
Take Off (Davis)
Weirdo (Davis)
Lazy Susan (Davis)
It Never Entered My Mind (Rodgers e Hart)
The Leap (Davis)
CD 4
Old Devil Moon (Harburg e Lane)
It Never Entered My Mind (Rodgers e Hart)
I'll Remember April (DePaul, Johnson e Raye)
Walkin' (G. & I. Gershwin)
Blue 'N' Boogie (Gillespie e Paparelli)
But Not For Me (G. & I. Gershwin)
Airegin (Rollins)
Oleo (Rollins)
Doxy (Rollins)
Bags' Groove (Jackson)
A caixa com os 4 CDs encontra-se à venda nos bons sites do ramo. No YouTube há centenas de horas de músicas com Miles Davis, mas não encontrei o CD Quadromania Morpheus por lá.















