sábado, 4 de janeiro de 2025

O trem azul

 Por Ronaldo Faria

 


O trem destrambelhado e descabelado pela velocidade sobre os trilhos enfileirados para levar alguém a algum lugar segue engatado com os vagões em turbilhões. No passadio que existe na estação seguinte, a limítrofe e tardia sangria que estanca a branca saudade que une os longínquos e efêmeros lamentos em vão. Nos quilômetros atônitos e afônicos que se perderam no chão, um misto de perdões e ilusões. Na aquiescência da sofreguidão, a inaudita certeza de que o mais novo e solerte segundo é somente um novo senão.

Já que a dor é exequível, façamo-nos

Por Ronaldo Faria Aqui, a brincar com as letras esotéricas e elétricas que surgem bêbadas e cansadas de se repetirem, a frágil frigidez do...