sexta-feira, 16 de junho de 2023

Cazuza na madruga

 Por Ronaldo Faria


Cazuza na madruga. Mandrágora que dá gargalhadas diante do nada da troca de óculos e da falta de ósculos da amada. Uma ou outra sensação na pulsão do coração. Que o assim seja e se anteveja nas vestes largadas e tragadas das ilusões que invadem corpos e mentes nos espaços e percalços que a vida dá. Que os panos da derradeira cortina do palco que impõe tragédias e comédias no teatro atávico da casa/maternidade até a sepultura/forno venda seus ingressos pregressos e futuros para a plateia ateia e crente de que cada “verdade” emergente é real ou ausente. Se for ou não, que o falsete das notas e versos se faça num aríete que destrua minaretes sem fim... ou a fuinha que tem no focinho o saber de morrer ou amar. Madrugadas, botecos, poesias e afins, um dia chegaremos ou findaremos lá.

Ps.: as melhores camas não são as hospitalares, mas as que dão paixão ao invés de drenos e as que se enrolam de corpos, peles e suores ao invés de pessoas de branco em cancros de parecer de boa para pagar as contas que irão cair.

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