Pandeiro a tocar seu ritmo
arrítmico diante da madrugada malfadada que me apraz. Um pedaço de arremedo. Um
incansável e inefável sofrer. A dor que bate no pinho o dedilhar que o punho
segue os dedos e se refaz. Uma voz a soar a sina. O sonho de um lábio molhado
onde o arcanjo voraz sorve sua sede de pecado. Quem sabe a imensidão dos
impropérios etéreos que se desdenham nas notas de um mascarado poeta na
quarta-feira de cinzas a se desdobrar entre ser ou não ser. Um embriagado viver
de memórias inenarráveis e o futuro que não existe por não ter. Há muito a se
ver. Brincadeiras de asneiras e as ladeiras de uma Olinda finda no subir e
descer. O inglório desdenhar de pesadelos em desmazelo, o zelo de cuidar do que
resta de você. Cancioneiro de notas deletérias e etéreas. Um desgrenhado
mistério que se joga em sobras devagar. A vagar me faço sem ser.
Assinar:
Postagens (Atom)
Um coletânea feita há 54 anos
Por Edmilson Siqueira Em 1972, ou seja, há 54 anos, Sergio Mendes já tinha sucessos suficientes para produzir uma coletânea. Ela foi lança...
-
Por Ronaldo Faria O CD Cazas de Cazuza – A Ópera-Rock é de 2000. Dez anos após a sua morte, vítima da Aids. Dos discos que homenagearam d...
-
Por Ronaldo Faria -- E aí, vamos? -- Claro. Só se for agora... Carlos e Kelé, amigos de infância, suburbanos desde os primeiros panos de ...