quinta-feira, 14 de julho de 2022

Larica musical (ou essência sem sal) ao Pixinguinha

 Por Ronaldo Faria

Sertão, com alazão ou não. Boa noite. Boa vida. Morte e remissão. Paixão. Menino a correr seus pastos com caminhão de madeira e senão. Suas queimadas e vestes pequenas para uma vida de sofrer e dor. Coisinha pequena e de torpor. Cabeçudo, quando no Nordeste cabeça grande é sinal de inteligência. Na premência da vida, carência de lembrar. Coisa boa e sinal de chegar. Na feira, cheiros e coisas, Quasimodo de derrear. Sertanejo no passado, carioca ao acaso, alguma coisa paulistana no descaso. Vestígios de estranhos prazeres embriagados e noturnos afazeres: escrever, sofrer, relembrar além do bar e ser. No mais, caminhadas ofegantes e arfadas, garfadas de bacalhau que já não existe, subscritas saudades inauditas. No som de fundo, Pixinguinha a sorver o tempo profundo. O que assim não o for, faça-se imundo. Desça aos córregos seus ralos infindos e profundos. Aonde chegar, se desfaça inaudível e em largar. Daqui, sorverei apenas o mais clérigo jamais ser. No som, Elvis que não está aqui teima em não morrer...

Um coletânea feita há 54 anos

  Por Edmilson Siqueira Em 1972, ou seja, há 54 anos, Sergio Mendes já tinha sucessos suficientes para produzir uma coletânea. Ela foi lança...