Por Edmilson Siqueira
Quem gosta de samba do bom, já deve ter ouvido falar de Adelzon Alves. Trata-se de um radialista que teve um programa na Rádio Globo do Rio, (só tinha rádio Globo no Rio) entre 1966 e 1990 e que começava por volta da meia-noite e meia e terminava às quatro da manhã.
Em 1971 eu já tinha terminado o Clássico no Culto à Ciência no ano anterior e o serviço militar em junho, o que me deixava livre de qualquer coisa - não ia prestar vestibular - e ia dar um tempo pra procurar um emprego.
Assim, comecei acordar tarde, coisa que curto até hoje e, claro, dormir mais tarde ainda. Foi aí que adquirir o hábito de dormir ouvindo rádio.
Eu tinha um rádio Philips, a pilha, com AM e duas ondas curtas (FM ainda estava incipiente no Brasil) e costumava ligá-lo já na cama. Como eu ia dormir tarde, encontrei no dial a Rádio Globo. Isso porque a Rádio Educadora (atual Rádio Bandeirantes de Campinas) saía do ar à meia-noite e na mesma frequência dela entrava a Globo. Como eu ia dormir bem depois da meia-noite, quando ligava o rádio já estava no programa do Adelzon Alvez tocando belíssimos sambas e entrevistando sambistas do morro que ninguém conhecia ainda.
Mesmo depois que comecei a trabalhar, ainda cultivava ouvir pelo menos uma meia hora do programa dele, que começava depois do "Seu Redator Chefe", noticiário da meia-noite na Globo do Rio. Só que logo entrei na faculdade e, trabalhando e estudando, não dava pra ouvir nada. Era cair na cama e dormir. E tinha saudade do programa dos sambas do Adelzon.
Pois dia desses eu vi num desse podcasts do Youtube uma história interessante que envolve o Adelzon que hoje está com 88 anos. Quem conta a história é Edson Mauro, alagoano e radialista famoso da Rádio Globo. Ele diz no podcast que um dia, em 1972, foi procurado pelo Djavan, de quem ele era amigo desde Maceió, que lhe informou que estava voltando pras Alagoas, já que não conseguia mostrar sua música pra ninguém no Rio.
O encontro foi por volta das 11 horas da noite, na Rádio Globo, Edson estava comandando um programa esportivo e Djavan o abordou no último intervalo. Terminou o programa e Edson, sem saber o que fazer a não ser pedir para Djavan ficar, pois conhecia seu talento, viu entrando no estúdio o Adelzon que logo mais iniciaria o seu programa que se chamava "Adelzon Alvez, O Amigo da Madrugada".
Em 1971 eu já tinha terminado o Clássico no Culto à Ciência no ano anterior e o serviço militar em junho, o que me deixava livre de qualquer coisa - não ia prestar vestibular - e ia dar um tempo pra procurar um emprego.
Assim, comecei acordar tarde, coisa que curto até hoje e, claro, dormir mais tarde ainda. Foi aí que adquirir o hábito de dormir ouvindo rádio.
Eu tinha um rádio Philips, a pilha, com AM e duas ondas curtas (FM ainda estava incipiente no Brasil) e costumava ligá-lo já na cama. Como eu ia dormir tarde, encontrei no dial a Rádio Globo. Isso porque a Rádio Educadora (atual Rádio Bandeirantes de Campinas) saía do ar à meia-noite e na mesma frequência dela entrava a Globo. Como eu ia dormir bem depois da meia-noite, quando ligava o rádio já estava no programa do Adelzon Alvez tocando belíssimos sambas e entrevistando sambistas do morro que ninguém conhecia ainda.
Mesmo depois que comecei a trabalhar, ainda cultivava ouvir pelo menos uma meia hora do programa dele, que começava depois do "Seu Redator Chefe", noticiário da meia-noite na Globo do Rio. Só que logo entrei na faculdade e, trabalhando e estudando, não dava pra ouvir nada. Era cair na cama e dormir. E tinha saudade do programa dos sambas do Adelzon.
Pois dia desses eu vi num desse podcasts do Youtube uma história interessante que envolve o Adelzon que hoje está com 88 anos. Quem conta a história é Edson Mauro, alagoano e radialista famoso da Rádio Globo. Ele diz no podcast que um dia, em 1972, foi procurado pelo Djavan, de quem ele era amigo desde Maceió, que lhe informou que estava voltando pras Alagoas, já que não conseguia mostrar sua música pra ninguém no Rio.
O encontro foi por volta das 11 horas da noite, na Rádio Globo, Edson estava comandando um programa esportivo e Djavan o abordou no último intervalo. Terminou o programa e Edson, sem saber o que fazer a não ser pedir para Djavan ficar, pois conhecia seu talento, viu entrando no estúdio o Adelzon que logo mais iniciaria o seu programa que se chamava "Adelzon Alvez, O Amigo da Madrugada".
Como ele sabia que Adelzon conhecia todo mundo, apresentou Djavan e pediu pra ele ouvir o moço. Adelzon perguntou se eles podiam esperar o programa terminar e Djavan disse "sem problemas". Terminado o programa, às quatro da madruga, foram para uma sala e Djavan tocou várias músicas, com Adelzon sempre perguntando se era dele. Toda eram.
Encantado com a produção do moço, Adelzon disse para ele voltar à tarde que ele ia levá-lo até a gravadora Som Livre, onde o diretor estava procurando por jovens talentos. Djavan voltou lá e, com Adelzon Alves, foi para a Som Livre. O resto é história.
O programa na Globo durou 24 anos e depois Adelzon andou por aí, teve um programa em Brasília, na última eleição tentou ser deputado federal e hoje parece que está na Rádio MEC do Rio.
Ele simplesmente descobriu ou ajudou na carreira artística Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Zagaia, Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara, Geraldo Babão, Djalma Sabiá, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Clara Nunes, João Nogueira, Roberto Ribeiro, Dona Ivone Lara e Wilson Moreira da Portela. E Djavan, claro.
Encantado com a produção do moço, Adelzon disse para ele voltar à tarde que ele ia levá-lo até a gravadora Som Livre, onde o diretor estava procurando por jovens talentos. Djavan voltou lá e, com Adelzon Alves, foi para a Som Livre. O resto é história.
O programa na Globo durou 24 anos e depois Adelzon andou por aí, teve um programa em Brasília, na última eleição tentou ser deputado federal e hoje parece que está na Rádio MEC do Rio.
Ele simplesmente descobriu ou ajudou na carreira artística Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Zagaia, Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara, Geraldo Babão, Djalma Sabiá, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Clara Nunes, João Nogueira, Roberto Ribeiro, Dona Ivone Lara e Wilson Moreira da Portela. E Djavan, claro.


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