Por Ronaldo Faria
Ladeiras enluaradas e mágicas,
fálicas, de uma Olinda onde corpos dançam e balançam ao som de atabaques e
baques de pés que pisam o chão do preto velho em hosana nas alturas. Na
melhor tradução, “nos salva agora, ó Tu que habitas nas maiores alturas”. Apóstata
e vilipêndio do compêndio que buscamos nos livros perdidos em estantes de uma
biblioteca qualquer, feito o homem procura sua mulher, o verso busca a rima
certa para renomear a saudade que se esvai de elucubrar o mero sonhar.
-- Na verdade, minha poesia só existe porque música há. Se ela não existisse, tudo seria um chiste ao luar.
Ladeiras brejeiras, carcomidas de suores e goles atávicos e mágicos, inclusos num espaço de pedras que se desdobram para fazer o acalanto, cândido e calado, chegar. No caminho de aninhos e descaminhos, a preguiça de subir metros desafetos. Mas, no alto, lato para aqueles que amam o vocabulário, o ver e enxergar de quadriláteros em quadrantes retos e oblíquos à vida que abrange passado, presente e futuro. E um sentar nas pedras seculares daqueles que se tornam história e histrionismo nos goles que descem gargantas em sorver desigual. Logo mais, no atroz fervilhar de toques e troças, dois corpos irão se encontrar e reencontrar na saciedade que nem a saudade sabe aplacar.
Ps.: Não consigo mais escrever “não” sem errar a caligrafia. Por que será?
Ladeiras em espreita de novos amores e dissabores, na sequência que a orgia do passado não traz. Nos corpos vermelhos de sol e solicitudes que só quem ama sabe dar, num viajar e ensejar intrínsecos e solares dos céus que trazem vida e doar, os dois se entregam sem tréguas ao frigir de ovos nos paralelepípedos que professam a volúpia do se deixar. E assim, como simulacro do amor em torpor, seguirão em lânguido entregar certos de que aqui ou em algum lugar seus corpos se farão um só. No subir de metros vários, desvario de querer apenas dormir e poder sonhar. Do alto, Olinda viceja Recife, casarios centenários e o mar.
-- Na verdade, minha poesia só existe porque música há. Se ela não existisse, tudo seria um chiste ao luar.
Ladeiras brejeiras, carcomidas de suores e goles atávicos e mágicos, inclusos num espaço de pedras que se desdobram para fazer o acalanto, cândido e calado, chegar. No caminho de aninhos e descaminhos, a preguiça de subir metros desafetos. Mas, no alto, lato para aqueles que amam o vocabulário, o ver e enxergar de quadriláteros em quadrantes retos e oblíquos à vida que abrange passado, presente e futuro. E um sentar nas pedras seculares daqueles que se tornam história e histrionismo nos goles que descem gargantas em sorver desigual. Logo mais, no atroz fervilhar de toques e troças, dois corpos irão se encontrar e reencontrar na saciedade que nem a saudade sabe aplacar.
Ps.: Não consigo mais escrever “não” sem errar a caligrafia. Por que será?
Ladeiras em espreita de novos amores e dissabores, na sequência que a orgia do passado não traz. Nos corpos vermelhos de sol e solicitudes que só quem ama sabe dar, num viajar e ensejar intrínsecos e solares dos céus que trazem vida e doar, os dois se entregam sem tréguas ao frigir de ovos nos paralelepípedos que professam a volúpia do se deixar. E assim, como simulacro do amor em torpor, seguirão em lânguido entregar certos de que aqui ou em algum lugar seus corpos se farão um só. No subir de metros vários, desvario de querer apenas dormir e poder sonhar. Do alto, Olinda viceja Recife, casarios centenários e o mar.