Por Edmilson Siqueira
Chick Corea ainda não tinha 30 anos quando fez um show ao vivo em Cannes, no Theatre du Casino. na França, durante o Midem Music Festival. O show foi uma homenagem a seu amigo e um dos melhore vibrafonistas do mundo, Lionel Hampton, que já beirava os 60 anos. A diferença de idade não influenciou no resultado. Durante as cinco longas faixas do show, Lionel parece se divertir e tocar como nunca, acompanhado do piano, já um dos melhores do jazz à época, de Chick Corea.
O disco se chama, mui propriamente, Chick Corea and Friends =Lionel Hamptom- e, além de ser um encontro especial entre gerações do jazz, registra um espírito de celebração e profundo respeito pela tradição. Gravado em 1978, mas lançado somente no fim dos anos 1980, o álbum reúne Corea à frente de um time de grandes músicos para homenagear Lionel Hampton, que ajudou a moldar a linguagem do jazz desde a era do swing.
Lionel Hampton não foi apenas um virtuose do vibrafone. Foi também um elo fundamental entre o jazz das big bands e a modernidade do bebop. Sua energia explosiva, senso rítmico contagiante e carisma como líder influenciaram músicos de diferentes épocas. Chick Corea, sempre atento à história do jazz, propõe neste disco uma releitura viva e atual dessa herança, evitando qualquer tom meramente reverencial ou museológico.
A formação reúne nomes de peso da cena jazzística norte-americana, músicos capazes de transitar com naturalidade entre o vocabulário clássico e a linguagem moderna. Essa combinação dá ao disco um caráter híbrido: ao mesmo tempo festivo, elegante e intelectualmente sofisticado.
Além de Corea e Hamptom (piano e vibrafone, respectivamente), o grupo foi formado também por Dave Holland, no contrabaixo, Jack DeJohnette na bateria, Hubert Laws na flauta e Woody Shaw no trompete.
Chick Corea atua como curador do projeto. Sem protagonismo excessivo, ele funciona como eixo de diálogo entre os solistas. Em vez de impor uma performance pessoal, Corea prefere abrir espaço para a interação coletiva, respeitando o espírito expansivo que sempre marcou a música de Lionel Hampton. O resultado é um som vibrante, com solos cheios de swing e arranjos que respiram espontaneidade.
O vibrafone ocupa papel central. Seu timbre metálico remete diretamente às grandes orquestras do jazz clássico, mas aqui ele está integrado a uma abordagem mais contemporânea, com harmonias sofisticadas e improvisações abertas. Essa convivência entre passado e presente é um dos grandes méritos do álbum.
O álbum também destaca o aspecto comunitário do jazz. A noção de “and Friends” não é decorativa: trata-se de músicos ouvindo uns aos outros, reagindo em tempo real e compartilhando a alegria do fazer musical. Essa sensação de camaradagem atravessa todas as faixas e aproxima o ouvinte da experiência de uma jam session de alto nível.
O disco se chama, mui propriamente, Chick Corea and Friends =Lionel Hamptom- e, além de ser um encontro especial entre gerações do jazz, registra um espírito de celebração e profundo respeito pela tradição. Gravado em 1978, mas lançado somente no fim dos anos 1980, o álbum reúne Corea à frente de um time de grandes músicos para homenagear Lionel Hampton, que ajudou a moldar a linguagem do jazz desde a era do swing.
Lionel Hampton não foi apenas um virtuose do vibrafone. Foi também um elo fundamental entre o jazz das big bands e a modernidade do bebop. Sua energia explosiva, senso rítmico contagiante e carisma como líder influenciaram músicos de diferentes épocas. Chick Corea, sempre atento à história do jazz, propõe neste disco uma releitura viva e atual dessa herança, evitando qualquer tom meramente reverencial ou museológico.
A formação reúne nomes de peso da cena jazzística norte-americana, músicos capazes de transitar com naturalidade entre o vocabulário clássico e a linguagem moderna. Essa combinação dá ao disco um caráter híbrido: ao mesmo tempo festivo, elegante e intelectualmente sofisticado.
Além de Corea e Hamptom (piano e vibrafone, respectivamente), o grupo foi formado também por Dave Holland, no contrabaixo, Jack DeJohnette na bateria, Hubert Laws na flauta e Woody Shaw no trompete.
Chick Corea atua como curador do projeto. Sem protagonismo excessivo, ele funciona como eixo de diálogo entre os solistas. Em vez de impor uma performance pessoal, Corea prefere abrir espaço para a interação coletiva, respeitando o espírito expansivo que sempre marcou a música de Lionel Hampton. O resultado é um som vibrante, com solos cheios de swing e arranjos que respiram espontaneidade.
O vibrafone ocupa papel central. Seu timbre metálico remete diretamente às grandes orquestras do jazz clássico, mas aqui ele está integrado a uma abordagem mais contemporânea, com harmonias sofisticadas e improvisações abertas. Essa convivência entre passado e presente é um dos grandes méritos do álbum.
O álbum também destaca o aspecto comunitário do jazz. A noção de “and Friends” não é decorativa: trata-se de músicos ouvindo uns aos outros, reagindo em tempo real e compartilhando a alegria do fazer musical. Essa sensação de camaradagem atravessa todas as faixas e aproxima o ouvinte da experiência de uma jam session de alto nível.
A plateia não deixa por menos, interagindo com os músicos não só ao final da música, mas percebendo as nuances da relação que se dá no palco.
Tanto assim é que, no conjunto da obra de Chick Corea, este disco ocupa um lugar especial como um gesto de reconhecimento da obra e da importância de Lionel Hampton.
Assim, o disco se afirma como caloroso, capaz de agradar tanto aos amantes do jazz clássico quanto aos ouvintes interessados na leitura moderna dessa tradição. É uma celebração da memória, do swing e da amizade — valores centrais na história do jazz.
O repertório, todo com espaço para grandes improvisos, é composto de apenas cinco faixas, mas a menor tem quase 4 minutos e meio e a maior mais de dez minutos:
- Seabressze (Chick Corea)
- I Ain't Mad At You (Chick Corea e Lionel Hamptom)
- Moment's Notice (John Coltrane)
- Blues for Oliver (Lionel Hamptom)
- It Don't Mean a Thing If It Ain't Got That Swing (Duke Ellington e Irving Mills)
O CD pode ser encontrados nos bons sites do ramo e pode ser ouvido na íntegra no YouTube em https://www.youtube.com/watch?v=OnpsExv3hZA .
Tanto assim é que, no conjunto da obra de Chick Corea, este disco ocupa um lugar especial como um gesto de reconhecimento da obra e da importância de Lionel Hampton.
Assim, o disco se afirma como caloroso, capaz de agradar tanto aos amantes do jazz clássico quanto aos ouvintes interessados na leitura moderna dessa tradição. É uma celebração da memória, do swing e da amizade — valores centrais na história do jazz.
O repertório, todo com espaço para grandes improvisos, é composto de apenas cinco faixas, mas a menor tem quase 4 minutos e meio e a maior mais de dez minutos:
- Seabressze (Chick Corea)
- I Ain't Mad At You (Chick Corea e Lionel Hamptom)
- Moment's Notice (John Coltrane)
- Blues for Oliver (Lionel Hamptom)
- It Don't Mean a Thing If It Ain't Got That Swing (Duke Ellington e Irving Mills)
O CD pode ser encontrados nos bons sites do ramo e pode ser ouvido na íntegra no YouTube em https://www.youtube.com/watch?v=OnpsExv3hZA .
*A pesquisa para este artigo teve o auxílio da IA do ChatGPT.

