Por Ronaldo Faria
-- Eu até tinha, na concepção
da tetinha, algo para fazer rimar. Mas qual, não me lembro o que seria. Fiquei
atemporal no tempo.
-- Como assim? Está faltando tema?
-- Não, pelo contrário. Já são alguns milhares sem se repetir. Como se a inspiração pudesse seguir do Leblon a Japeri. Mas acho que preciso começar a escrever frases perdidas quando as tiver para depois me lembrar.
-- Talvez, talvez. A criação muitas vezes é um alfarrábio que junta framboesa e mar.
-- Como assim?
-- Sei lá, foi só pra rimar...
A conversa entre Geraldo e Ananias, que qualquer hospital psiquiátrico deixaria passar pelo Pinel, surge à espera da cerveja que se enseja de antemão.
-- Então, li que qualquer texto tem que ter palavras fáceis de deglutir e engolir. Que rebuscar é buscar o fim da leitura. Ou seja, fodeu!
-- Mas não dá pra mudar?
-- Acho que não. A coisa surge do nada e vai se fazendo letra na tela que brilha. Acontece sem a gente saber. O vocabulário surge e urge muitas vezes até contra a vontade. Sem maldade.
-- Então é foda mesmo. Vamos morrer longe de juntar meia dúzia a discorrer algo do inicio ao fim.
-- Infelizmente, sim. Acho que tinha até razão o cara que queria me demitir por escrever jornalismo feito fosse ficção.
-- Nem fodendo! Nariz de cera, em cima dos fatos verídicos, é notícia. Quem não vê isso é que deve ter de rever seus conceitos.
-- Pode ser. Morte aos preconceitos literários! E quanto à notícia, o importante é ser fiel à apuração. E essa é real, não invenção de escritor ou pseudo poeta na extremidade da pauta em ação.
-- Com toda a certeza. Juarez, traz logo a cerva pra mesa!
Geraldo e Ananias, amigos de longa data, parceiros e parças (pra deixar o texto bem popular), levantam os copos e brindam uma concepção de prosa ao verso que a vida parece ainda crer. Na rua, um carro buzina para a morena que mereceria uma carreata interminávrl por tanta beleza pura.
-- Como assim? Está faltando tema?
-- Não, pelo contrário. Já são alguns milhares sem se repetir. Como se a inspiração pudesse seguir do Leblon a Japeri. Mas acho que preciso começar a escrever frases perdidas quando as tiver para depois me lembrar.
-- Talvez, talvez. A criação muitas vezes é um alfarrábio que junta framboesa e mar.
-- Como assim?
-- Sei lá, foi só pra rimar...
A conversa entre Geraldo e Ananias, que qualquer hospital psiquiátrico deixaria passar pelo Pinel, surge à espera da cerveja que se enseja de antemão.
-- Então, li que qualquer texto tem que ter palavras fáceis de deglutir e engolir. Que rebuscar é buscar o fim da leitura. Ou seja, fodeu!
-- Mas não dá pra mudar?
-- Acho que não. A coisa surge do nada e vai se fazendo letra na tela que brilha. Acontece sem a gente saber. O vocabulário surge e urge muitas vezes até contra a vontade. Sem maldade.
-- Então é foda mesmo. Vamos morrer longe de juntar meia dúzia a discorrer algo do inicio ao fim.
-- Infelizmente, sim. Acho que tinha até razão o cara que queria me demitir por escrever jornalismo feito fosse ficção.
-- Nem fodendo! Nariz de cera, em cima dos fatos verídicos, é notícia. Quem não vê isso é que deve ter de rever seus conceitos.
-- Pode ser. Morte aos preconceitos literários! E quanto à notícia, o importante é ser fiel à apuração. E essa é real, não invenção de escritor ou pseudo poeta na extremidade da pauta em ação.
-- Com toda a certeza. Juarez, traz logo a cerva pra mesa!
Geraldo e Ananias, amigos de longa data, parceiros e parças (pra deixar o texto bem popular), levantam os copos e brindam uma concepção de prosa ao verso que a vida parece ainda crer. Na rua, um carro buzina para a morena que mereceria uma carreata interminávrl por tanta beleza pura.
(A ouvir Djavan)