Por Ronaldo Faria
Meditação. Na média da ação,
Zé Geraldo. No olhar de percalços e veias que explodem, moscas vão moscando a
voar. Difícil saber se são reais ou não. No fim da estrada, saudade. Na candura
do olhar da amada, a camada que existe entre realidade da separação e a cama
desforrada. Feito aforismo, o cheiro que emana do corpo daquela desejada. No
cavalo, José segue na vaquejada. Poeira sobe e desce nas patas do gado que rompe
a estrada que não tem estrado para o corpo descansar. Do alto, a lua alumia o gato
que mia no alpendre depois de ter visto a coruja voar. No ar, brasa da lenha
que queima no forno de tijolos a fazer feijão. No entorno, a criança mais
nova balança na rede seus sonhos de infância. Ao longe, o barulho da cancela
abre os caminhos que misturam desejo e dor. Desnuda, a musa folheia romances
de cordel onde o amor vence o fel.
Reação. Entre o réu julgado e condenado de sua história e a esperança ancha de que ainda existirá um mundão de meu Deus a andar, José dança na sua cabeça que vagueia antigas fogueiras e fagueiras donzelas que trançam as pernas nas pernas de um vaqueiro. E juntam seus seios untados de sabores de bocas e batons baratos. Olhares, alhures longínquos e prestos, tracejam o ensejo de unir beijos e desejos, tragos. No ensejo de recriar sua própria história como fosse o padre a tocar na hóstia para todos perdoar, ele segue na escuridão que teima em fazer breu nas asas que, cortadas, não sabem sequer revoar. Louco sem direito a um hospício pra deixar seu corpo derrear, reza aos santos que inexistem para a crença o seu mundo povoar. No caminho das patas que vicejam vielas obscuras e escuras às escusas do mundo, um altar se faz na curva entre sanidade e delirar.
Ilusão. Retidão que há entre a sanidade e a loucura na etérea imensidão do temporal que, encruado, deixa as plantas morrerem de sede e fé, faz-se falácia e senão. No colo da mulher que traça em tranças as mãos nos cabelos ralos de José, o porto do mar nunca visto na mansidão da imensidão do sertão. O lampião, com seu querosene a untar de encruzilhadas a vida que ainda irá restar, deixa um resto de arresto para o embornal vazio que se leva tempos a fora. Nos toques de corpos em cópulas etéreas e fugazes, o plantio mostra que o inefável une o ódio no tempo que foge entre dedos na escuridão e diz não existir unguento para a solidão. Quieto, prolixo e mudo no seu mundo, José pragueja para que jiló seja cereja. Assim, nos abraços anchos e adeuses tantos, vai a marchar feito marchand na exposição vazia que mostra num quadro branco o valor proteico da chia. No lago defronte algo coaxa como fosse jia. Falta ao mundo o mínimo de fantasia.
Reação. Entre o réu julgado e condenado de sua história e a esperança ancha de que ainda existirá um mundão de meu Deus a andar, José dança na sua cabeça que vagueia antigas fogueiras e fagueiras donzelas que trançam as pernas nas pernas de um vaqueiro. E juntam seus seios untados de sabores de bocas e batons baratos. Olhares, alhures longínquos e prestos, tracejam o ensejo de unir beijos e desejos, tragos. No ensejo de recriar sua própria história como fosse o padre a tocar na hóstia para todos perdoar, ele segue na escuridão que teima em fazer breu nas asas que, cortadas, não sabem sequer revoar. Louco sem direito a um hospício pra deixar seu corpo derrear, reza aos santos que inexistem para a crença o seu mundo povoar. No caminho das patas que vicejam vielas obscuras e escuras às escusas do mundo, um altar se faz na curva entre sanidade e delirar.
Ilusão. Retidão que há entre a sanidade e a loucura na etérea imensidão do temporal que, encruado, deixa as plantas morrerem de sede e fé, faz-se falácia e senão. No colo da mulher que traça em tranças as mãos nos cabelos ralos de José, o porto do mar nunca visto na mansidão da imensidão do sertão. O lampião, com seu querosene a untar de encruzilhadas a vida que ainda irá restar, deixa um resto de arresto para o embornal vazio que se leva tempos a fora. Nos toques de corpos em cópulas etéreas e fugazes, o plantio mostra que o inefável une o ódio no tempo que foge entre dedos na escuridão e diz não existir unguento para a solidão. Quieto, prolixo e mudo no seu mundo, José pragueja para que jiló seja cereja. Assim, nos abraços anchos e adeuses tantos, vai a marchar feito marchand na exposição vazia que mostra num quadro branco o valor proteico da chia. No lago defronte algo coaxa como fosse jia. Falta ao mundo o mínimo de fantasia.
