Por Ronaldo Faria
Juninas festas febris, sânscritos
escritos do nunca fim, desvairados horizontes etílicos e tresloucados, fadados
a submergir nas ondas que a Zona Sul traz a iluminar contábeis contas e vidas
proscritas e desditas. No corre da vida, fatídicas e idílicas saudades. Maldades
e catarses, insolúveis ideias. Panaceias da doutrina efêmera de seguir àquilo
que será. Paráfrase daquilo que for na fuga da louca que queremos ver se salvar. Antes de nós seja ela o melhor amor a viver no amor maior. Cravo e canela naquilo
que pode ser o próximo luar, na loucura desse mundo tresloucado que pede a
saideira. Aliás, quem não pediu ou bebeu uma saideira (ou foi presenteado com
ela) não terá vivido nesse mundinho. No gratinado de qualquer carne, no seu
cheiro cheirado, esmero brejeiro, a solução do efêmero centeio. Em rimas trazidas
sabe-se lá de onde, a certeza de que os instrumentos brincam de versejar.
-- A todos nós, loucos no tempo que a terra deu pra estar, a certeza de que cada ressaca valeu o tempo que se fez em si, sem invólucros, estar.
-- A todos nós, loucos no tempo que a terra deu pra estar, a certeza de que cada ressaca valeu o tempo que se fez em si, sem invólucros, estar.
(Ao som do Edu Lobo, ainda aqui)

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