segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Casa sem pressa (longevos tempos de república)

 Por Ronaldo Faria


Caminhos que não desfiz
saudades que não compus
tempos que nunca se foram
gente passou e chegou
viagens loucas e breves
no chão, no ar e no mar
tudo era imaginação
a qualquer tempo
em qualquer lugar
Quem sabe o que se perdeu
no tanto que se embriagou
de ilusões e lembranças
que o tempo até hoje deixou
No universo concreto
que na canção se desfaz
sementes lançadas ao vento
de afeto, abraços e paz
Carícias que não se desmancham, envoltas num véu que seduz
e bocas que se entregavam, em beijos banhados no mel
Oh casa cheia de luzes na pele e no louco céu
Hoje eu sou um poeta
a dedilhar a canção
para embalar essa festa
cheia de humor e emoção
Cidades foram e ficaram
saudades tantas por vir
afinal, o tempo brinca de ir e vir
e resolveu parar nestas notas aqui
e reviver tanta gente, no abraço e na canção
pois nesta casa sem pressa quem manda é o coração

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