quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Jorge Vercillo

Por Ronaldo Faria


Ser o que se é, brincadeira sabe-se lá do que. Talvez uma bruma perdida num oceano qualquer, um pedaço de infinito tão finito que brinca de ser real. E nos faz velejar como náufragos perdidos num mar que inexiste e nós, meros personagens de trama qualquer, nos subjugamos a remar. Apenas personagens em loucura multidimensional a cumprir um jogo qualquer, como um joguete que diverte sabe-se lá quem. E quando a pilha acaba? Acaba? Lógico que sim. Depende apenas do quanto o jogador se cansa de controlar vida alheia. Sejamos, pois, interessantes à trama. Personagens na passagem deletéria que tiver que ser.

“Nada mais é o amor do que o encontro das águas.” (Jorge Vercillo)

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