Por Ronaldo Faria
-- Vale a ressaca de amanhã?
-- Claro que vale. Sem ela não existiria a criação.
O papo, diáspora da vida, segue na mesa regada de copos que descem gargantas a dentro. E segue em insolvências vestais, carências letais, saudades mortais. Rompe métricas e rimas, se absorve de sordidez ou amores límpidos, desses que a gente ama até o fim da vida. E não importa se a amada não abrirá a porta, se a vida estiver ávida e torta ou o prenúncio da coisa finda irá vingar. Nos goles que parecem gaitas de foles a contar passado e presente, a cantar presságios e hediondos clamores, o importante é singrar mares e voltar aos portos rotos e impróprios que cada amanhecer nos dá.
-- Uma boa noite a todos nós, sem nós futuros no destino.
-- Coisa bonita. Pensou agora?
-- Rolou João Bosco e o Bêbado e o Equilibrista. Afinal somos isso mesmo...
-- Aí sim, com certeza. Sobremaneira.
No invólucro envolto da cena, que podia ser em Londres ou Barbacena, a pena do escritor se derrama para o alvorecer em que ele nem devia se meter. No imbróglio que vidas se espremem e viram tragédias, comédias ou roteiros para tangos, o tempo temporiza entre a orgia e a coriza. Gosto de incenso indiano na boca, sem saber se engolir masala dá barato, vão os dois em ambos num só a seguir na loucura que a transitória rima dá.
-- Cacete, precisava segurar o incenso na boca pra fechar a caixa?
-- Não, mas não me peça lucidez na fluidez da criação. Se der merda, deu. Logo, oremos a Deus...
O som agora traz Chico Buarque como baluarte daquilo que pode vir a rolar. Na singularidade do lugar, um louco se põe a declamar. Para o mundo, o tempo está apenas, sob a pena, a declinar. O momento, fugaz, traz ao nada a solidão do lugar. E eis que em decúbito o súbito espera a incerteza da ilusão chegar. Nesse quadro, o súdito do destino dorme em desatino na esperança da felicidade poder cantar.
-- Claro que vale. Sem ela não existiria a criação.
O papo, diáspora da vida, segue na mesa regada de copos que descem gargantas a dentro. E segue em insolvências vestais, carências letais, saudades mortais. Rompe métricas e rimas, se absorve de sordidez ou amores límpidos, desses que a gente ama até o fim da vida. E não importa se a amada não abrirá a porta, se a vida estiver ávida e torta ou o prenúncio da coisa finda irá vingar. Nos goles que parecem gaitas de foles a contar passado e presente, a cantar presságios e hediondos clamores, o importante é singrar mares e voltar aos portos rotos e impróprios que cada amanhecer nos dá.
-- Uma boa noite a todos nós, sem nós futuros no destino.
-- Coisa bonita. Pensou agora?
-- Rolou João Bosco e o Bêbado e o Equilibrista. Afinal somos isso mesmo...
-- Aí sim, com certeza. Sobremaneira.
No invólucro envolto da cena, que podia ser em Londres ou Barbacena, a pena do escritor se derrama para o alvorecer em que ele nem devia se meter. No imbróglio que vidas se espremem e viram tragédias, comédias ou roteiros para tangos, o tempo temporiza entre a orgia e a coriza. Gosto de incenso indiano na boca, sem saber se engolir masala dá barato, vão os dois em ambos num só a seguir na loucura que a transitória rima dá.
-- Cacete, precisava segurar o incenso na boca pra fechar a caixa?
-- Não, mas não me peça lucidez na fluidez da criação. Se der merda, deu. Logo, oremos a Deus...
O som agora traz Chico Buarque como baluarte daquilo que pode vir a rolar. Na singularidade do lugar, um louco se põe a declamar. Para o mundo, o tempo está apenas, sob a pena, a declinar. O momento, fugaz, traz ao nada a solidão do lugar. E eis que em decúbito o súbito espera a incerteza da ilusão chegar. Nesse quadro, o súdito do destino dorme em desatino na esperança da felicidade poder cantar.

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