sábado, 2 de maio de 2026

A querer ainda rimar

 Por Ronaldo Faria

Já que é pra estar vivo e enrolar uma palhinha do careta, que venha tudo como fosse à madrugada uma linda e anarquista ... (os sábios saberão como rimar). Aos caretas, trombeta.

-- Porra, deixar de escrever por dor parece procissão de proxeneta.
-- Certamente. Nossa mente sabe que só há uma vida a se viver.
-- E ela será vivida na loucura ou nas linhas escritas por drones?
-- Tanto faz no tanto que no meio se fez. Nos poucos segundos de lucidez que nos resta, tanto faz ser colado ao momento ou simples tormento. Como no mundo do futebol, pra um ou outro lado tudo se faz felicidade ou dor no tal de tento.
Macambuzio e sorumbático, atônito e performático, Miranda, no cataclismo trágico, cirúrgico e atávico, se faz fratricida e, em homilia, homicida de si mesmo. Algo como um livre funk a tocar. A agradecer por mais vinte anos no calendário legendário, marcado desde a infância, o destino em desatino que vira nicho no lixo utópico do trópico quente além do mais. Aliás, na doideira da saideira que não existe e nem há, surjam alhures as dores traumáticas e trágicas que postergam o texto final. Afinal, entre o bem e o mal, a utopia do laranjal em flor pode ser de alegria ou dor.

(Com Gil e um corta-dor quiçá a me livrar da dor)

A querer ainda rimar

 Por Ronaldo Faria Já que é pra estar vivo e enrolar uma palhinha do careta, que venha tudo como fosse à madrugada uma linda e anarquista .....