quarta-feira, 25 de maio de 2022

Ao pisco, no pico. E ao Alceu Valença, na moral

 Por Ronaldo Faria

 


Pisco Capel a dentro (à capela), adelante, arriba, abajo.

Noite que se conquista, benquista e calada. Eu calado.

Comédia Cinédia e prelúdio do infausto desmedido.

Casuístico e enveredado de passado, no afinco. Eu fico.

Trinca na janela no escritório peremptório.

Coisa de oratório. Coifa no futuro purgatório.

Vida transitória e notória. Eu, fora do Rio, notório.

Para mudar de rima, o ensimesmado copo suado.

Copo casado com as gotas externas, prostitutas dos lábios.

Crentes e descendentes do único pecado que não manda recado.

Veneranda pujança de uma cena de alfarrábios.

Caligrafia perdida e inaudita, dita por não dita.

Como a bela Inês do Alceu Valença a clarear a luz do Sol.

Toada travada e trivial, clarividente e cheia de dentes doentes.

Resto de dias na Terra aterrada ao resto de mar que quebra lá e acolá.

Coisa de lua cheia que permeia e premia os amantes.

Que sobe e desce ladeiras de Olinda, lindas só por serem sós.

Brincadeira sem eira e nem beira, à beirar do mar e no ar.

Maresia que chega e se junta no mais profundo pulmão.

Daqui, de antemão, choro de saudades do irmão.

Brinco de praça perdida entre cães e manhãs enluaradas.

Cartas manuais e preenchidas de fitas fátuas a brilharem no ar.

Tudo como um eterno, terno e doidivanas Carnaval.

Tudo letal e marejado de lágrimas vazias, no metal.

Aqui, a dedilhar um teclado Microsoft, viro sofisma etecetera e tal.

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