sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Paquito D'Rivera

 Por Ronaldo Faria

À vera dirás: “Cadê o Paquito D’Rivera?”

Eu, de cá, apenas saberei soar: “Estará aqui ou soprará dacolá?”
Três do dez de dois mil e dezesseis dá para rimar...
 
Está escuro no obscuro e ensurdecedor augúrio de querer ser. Hoje um pouco, amanhã um colher. Leia-se bem, não colher. No seja para o que der e vier. A viajar num infinito vulgar inconstante instante monolítico, o poeta vai poetando, trágico ou aflito. Nos poucos dias que restam, o dedilhar de dedos retos e prestos. Um lutar contra a maré. E uma certeza: “Vai na fé”. Para o que der e vier. Um desaparecer no mar, uma aquiescência na eloquência do bem-querer. A terra passageira e do passado em ter. Banhos de histórias passadas, genéticas e fonéticas do que terá que vir a ser. Ao Paquito, mesmo sendo eu no mundo dele um esquisito, calados ouvidos...

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