sábado, 22 de outubro de 2022

Clube de Esquina de novo (e ao Lô Borges)

 Por Ronaldo Faria

Mortal ou imortal? Fatalidade, senão. Um tempo atemporal e imoral, irreal, cabal, letal, fetal, fatal, abismal. Afinal, não há momento eterno (nunca haverá). Talvez um terno tocar de mãos e corpos, invólucros e desnudos, incapazes do tempo parar, ou um terno de roupa a balançar entre mãos, inútil, para se colocar à derradeira veste que irá queimar ou apodrecer. Mas, hoje, há um marco definitivo. O saber de que valeram a troca da toca, o crer que há mais do que você, um seguir de esperanças e crenças mil. Um passar de genes, trens doidos, dias doídos, uma inenarrável leveza do ser - ou não. Poeta de músicas mil (nunca levadas às notas), centenas de milhares madrugadas afagadas de vozerios e cheiros tardios, me jogo ao jogo sem joio a catar todo o trigo.

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