quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Maurício Pereira na veia

Por Ronaldo Faria


Vozes. Outorgas de cordas vocais e um cérebro que batucada e caduca ao passar dos anos e anéis (pedaços de papéis) mágicos que viram pera, uva ou maçã. Aliás, o que eram tais propostas postas? Nunca soube ou não quis saber. A sapiência nem sempre vem com o poder. Na leniência da vida que ainda resta em réstias, de presto observo o cérebro se insurgir. Que sejamos subversivos e imersivos naquilo que qualquer quilo de vida se sobreponha ao cinismo de enganar a si mesmo. A esmo, naquilo que a aurora ainda virá, surjam espumas de copos, cópulas subterfugias, fugidias loucuras do outrora virá. Entre vestígios e vestes desnudas, com dois dedos descritos, proscritos e escritos, possa chegar a inclemência que a cada rasteira que a vida dá nos demove de dor e Deus dará. Com as Orquídeas Selvagens, Itamar Assumpção, mostra que a cada milagre pode surgir um novo milagre. Se amanhã surgir um vinagre, balsâmico, já está bom.

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