quinta-feira, 3 de abril de 2025

Plantios

 Por Ronaldo Faria


Plantemos cervejas e cerejas. Uma para cada instante. Para agradar o ébrio e o infante. Aquele que dilacera seu coração e o outro que sonha no frescor da dor. Por isso, deixemos esse plantio brotar, emergir da terra, se transformar em mares e cantos de bar, meros lugares a andar. E levemos a produção até o público final. Cada um, decerto, saberá ao certo fazer com ela aquilo que tiver de ser feito. No peito desnudo, para um o gozo e ao outro o universo, o seu mundo disperso. Logo, plantemos cervejas e cerejas e esperemos as chuvas e sóis que as farão surgir. E se urgir o desejo de tê-las antes dos brotos brotarem, possamos dormir profundamente para tudo não matar antes de ser. Nalgum lugar, além-mar, outro alguém estará as mesmas sementes a regar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Um coletânea feita há 54 anos

  Por Edmilson Siqueira Em 1972, ou seja, há 54 anos, Sergio Mendes já tinha sucessos suficientes para produzir uma coletânea. Ela foi lança...