quarta-feira, 24 de abril de 2024

Na mesa de um mundo Kleiton e Kleidiriano

 Por Ronaldo Faria



Na mesa agora quieta e vazia, sem emoções ou noções, estripulia da vida, escondida na escuridão que ilumina a incrédula cédula que espera a chegada do garçom que fugiu, a certeza de que a ilusão virou servidão de um coração tresloucado.
Na mesa que balança e trança pernas e pensamentos, a fuga do sonhador que a cada noite se encontra em pesadelos e desmazelos sabe-se lá de onde irão chegar. Certo e certamente estarão escondidos n’algum lugar, por aí, no rarefeito ar.
Na mesa que a bazófia (seja lá o que isso possa representar) se faz presente, o ausente permeia seu lugar. Nas próximas horas já estão circunscritos o soluço, as soluções insensatas, as mágicas que o poeta, apóstata, acha que pode decifrar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Um coletânea feita há 54 anos

  Por Edmilson Siqueira Em 1972, ou seja, há 54 anos, Sergio Mendes já tinha sucessos suficientes para produzir uma coletânea. Ela foi lança...