Por Ronaldo Faria
A foto sobre a mesa é como sobremesa que se paga com regalo para o sabor desfrutar. Nela, o casal sorri com todos os dentes possíveis e factíveis. Ao fundo, um mar que se desdobra em dobras de ondas cheias de espumas e futuras agruras aos camarões que decidem perto do mundo chegar. Alguns chegarão, outros irão morrer sem sequer saber.
Na foto, colocada há tempos
naquele lugar que o pó já deixou parte dela obscura, os dois se entregam entre
tréguas e tragos ao amor que poucos saberão em Terra que possa existir. No
redor de tudo, num céu de azul nunca sucinto, uma e outra gaivota volta do seu
buscar. E tudo se faz princípio, meio e fim. Mas, porém, no entretanto de todo contudo, no meio é só precipício.
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