Por Ronaldo Faria
Afinal a ouvir e ver um DVD de anos atrás. Como diz o cara (ele não
disse e nem falou), há tempo pra tudo. Remédios são um tédio. Vejo-te doença no
privativo. Mas curti o tal de opioide.
Cassiano, que não era o expoente
da Semana da Arte Moderna, ficou pasmo no imbróglio que se fez na sua
separação. Antemão, nas inverdades que acreditamos ser capazes de desfazer toda
loucura, descobrimos o mundo propício que se arvora. A árvore do tempo não brota
suas flores nos canteiros que cremos ser brejeiros. Às vezes, por vezes, as vozes
estão nas artroses que mostram que o espanto vive nos pântanos de quem
sobrevive mesmo depois de tanto apanhar. Ao contrário dos arbitrários celebrantes
sacrários, o momento se move solidário e solitário. O agro é pop? Não fode! A
vida é soft? Só se for à bala real ou fictícia talvez extinta e quase letal. Mas, saibamos,
que a crina do cavalo Caramelo virou pop no mundo em desvão. O tempo? Como termômetro
que tempera e destempera nossa crença em continuar a viver, se esquece e aquiesce
aquilo que se foi pelo tempo e desapareceu num céu sem raios de sol ou luar. E deu!

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