sexta-feira, 8 de maio de 2026

Pedro Luís e a Parede

Por Ronaldo Faria 

Afinal a ouvir e ver um DVD de anos atrás. Como diz o cara (ele não disse e nem falou), há tempo pra tudo. Remédios são um tédio. Vejo-te doença no privativo. Mas curti o tal de opioide.

Cassiano, que não era o expoente da Semana da Arte Moderna, ficou pasmo no imbróglio que se fez na sua separação. Antemão, nas inverdades que acreditamos ser capazes de desfazer toda loucura, descobrimos o mundo propício que se arvora. A árvore do tempo não brota suas flores nos canteiros que cremos ser brejeiros. Às vezes, por vezes, as vozes estão nas artroses que mostram que o espanto vive nos pântanos de quem sobrevive mesmo depois de tanto apanhar. Ao contrário dos arbitrários celebrantes sacrários, o momento se move solidário e solitário. O agro é pop? Não fode! A vida é soft? Só se for à bala real ou fictícia talvez extinta e quase letal. Mas, saibamos, que a crina do cavalo Caramelo virou pop no mundo em desvão. O tempo? Como termômetro que tempera e destempera nossa crença em continuar a viver, se esquece e aquiesce aquilo que se foi pelo tempo e desapareceu num céu sem raios de sol ou luar. E deu!

 (Caralho, comprar e só ouvir anos depois é coisa de quem perde tempo em ser e viver)

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