sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Ao Asdrúbal Trouxe o Trombone musical

 Por Ronaldo Faria

A madrugar antes da hora, no tempo outrora onde isso era possível, dois corpos se copulam em sofreguidão. Acordam quando não há Sol e nem luz sequer se pronuncia, talvez um outdoor que brilha aos carros que passam e perpassam emoções e solidões. Como dois mundos que se juntam sabe-se lá porquê. Quem sabe apenas no quadro alternativo tem o homem e a mulher. Coisa entre o nada ser ou coisa qualquer do verbo existirá. Como uma cadela no primeiro cio que se baba e se vomita e se come por inteiro.

Quem sabe o homem a vegetar na busca de saber-se não derrotado depois tantas lutas para não destruir o espelho de antes, vai o poeta e proxeneta de si mesmo. Lá no fim do túnel certamente existirá um trem que para qualquer lugar levará. No meio de tudo, entre a realidade e o findar, um pedaço de realidade e torpor. Em louvor há de correr mil léguas para uma linha final alcançar. E se esta não houver, foda-se aquilo que vier. Entre seguir e o ser existirá um meio termo, a esmo, que far-se-á brincadeira na brejeira receita de se sobreviver.

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