Por Ronaldo Faria
No xingamento que o lamento da
artrose traz, a iluminura lumia a doçura da lua que faz luz pra chegança da madrugada
madrigal e tardia. No alpendre que se espraia cilíndrico e tímido pra tanto
viver, a rede balança com o corpo ancho que logo nela irá morrer. Na chamada última
do boiadeiro com sua bezerrada, as mães de cada bovino menino ou menina mugem
de saudade desgarrada de vontade da cria lamber e rever.
No sentimento ermo que termina no findo espaço de sobreviver, a cada palmo proscrito e retinto de ferver o coração mais gélido e pérfido, o andor de andar nos braços daqueles que acreditam que há um Deus em meio a tanto torpor. A porta fechou-se sozinha? Saber-se-á. O incenso aceso e que faz a fumaça brotar vira mais um novo esperar. Na derradeira premência, o prenúncio da nova madrugada a brotar e pedir pra chegar.
No sentimento ermo que termina no findo espaço de sobreviver, a cada palmo proscrito e retinto de ferver o coração mais gélido e pérfido, o andor de andar nos braços daqueles que acreditam que há um Deus em meio a tanto torpor. A porta fechou-se sozinha? Saber-se-á. O incenso aceso e que faz a fumaça brotar vira mais um novo esperar. Na derradeira premência, o prenúncio da nova madrugada a brotar e pedir pra chegar.
(Com Elba Ramalho e Dominguinhos)
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