Por Ronaldo Faria
Batuque que nem tuk-tuk ou toque-toque. Tanto faz se puder rimar. Afinal, daqui, longe do mar, a vida é apenas um deserto novo. Tergiversando o tempo, o lamento da foto antiga a fazer a vida voltar. E tem gente a curtir o passado que, quisera, fosse presente apenas por ser. Mas a vida, ávida de crer que pode ser eterna ou terna, é como trena que mede os milímetros que faz cada um de nós ainda sobreviver. Atemporal ao temporal de Verão, versão 2025, vamos saber com a realidade que, se ela dança, eu danço. Aliás, o que não falta a cada um de nós é dançar, sambar, girar, rodopiar, beijar... até o dia de não acordar.
