sábado, 13 de junho de 2026

Com o Poetinha

Por Ronaldo Faria


A noite, essa amiga desnaturada dos casais e dos apaixonados, segue seu rumo insolente no tempo que corre e escapa dos relógios em segundos mil. Inverossímil e insana àqueles que têm a esperança de um grande amor, brinca de estrelas no céu com a lua crescente e crente a se fazer cheia. Parceira da madrugada, essa coisa tragada em cada lábio desnaturado que se junta a outro calado, ela vai a brincar de fazer realidade os olhos que se juntam num relance qualquer. Grita no silêncio de depois, em que dois corpos se misturam e se doam e se dão, e faz de conta que nada aconteceu. Afinal, ela, a noite, no seu negror que se destaca nos neons e faróis, brinca de fazer os loucos e bêbados transitarem dementes entre o passado e o presente, num futuro desmesurado. Diz, taciturna, que nem toda paixão será bem-vinda. Mas, também, mostra que a dor do amor pode ser amenizada pela risada fortuita dos lábios da amada. Assim, na ilógica lógica que a loucura dá, se abre a todos que esperam numa esquina cruzar com o destino que a vida traz. E se apraz pelos toques tocados, as carícias nos cabelos soltos e, outrora, versos mal escritos e ditos. Assim, na nostalgia da poesia, pede que a tristeza voe para longe, o amor se eternize e as notas, versos e rimas de uma canção sejam em si todo o fim...

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