O disco se chama "I’m Wild About That Thing" e reúne algumas das gravações mais representativas de Bessie Smith, uma artista que ajudou a moldar a linguagem do blues urbano e abriu caminho para praticamente todas as grandes intérpretes do jazz e da música popular negra do século XX. O título do álbum vem da canção homônima registrada em 1929, um com muito humor, sensualidade e dramaticidade> por suas interpretações precisas, oferecendo à música o sentimento sincero, ela passou a ser chamada de “Imperatriz do Blues”.
Bessie nasceu no Tennesse, no fim do século 19 e viveu apenas 43 anos. Morreu em 1937, mas foi a mais popular cantora de blues das décadas de 1920 e 1930.
Sua vida não foi fácil. Aos 9 anos já era órfã de pai, quando sua mãe também morreu e sua irmã mais velha, Viola, ficou encarregada de cuidar de seus irmãos e irmãs.
Para arranjar algum dinheiro, Bessie e seu irmão Andrew começaram a se apresentar nas ruas de Chattanooga como um dueto, ela cantando e dançando, ele acompanhando no violão, principalmente na frente do White Elephant Saloon no coração da comunidade afro-americana da cidade.
Mas por volta ded 1920, ela alcançou um grande sucesso com seu primeiro lançamento, uma mistura de "Gulf Coast Blues" e "Downhearted Blues", que sua compositora, Alberta Hunter, já havia transformado em um sucesso na Paramount Records. Bessie se transformou a atração principal no circuito de teatros negros e acabou se tornando sua atração mais popular na década de 1920. Trabalhando no teatro e fazendo turnês, ela se transformou na artista negra mais bem paga de sua época. Sua gravadora, a Columbia apelidou-a de "Rainha do Blues", mas uma jogada de marketing passou o título dela para "Imperatriz".
Sua morte aconteceu devido a um acidente de carro.
Ao ouvir esse disco hoje, mais de nove décadas depois das gravações originais, a força emocional da cantora ainda impressiona. As gravações padecem de um a tecnologia atual, obviamente, mas percebe-se claramente que estamos ouvindo uma excelente cantora.
Não à toa, tornou-se a maior estrela do blues clássico feminino, vendendo milhares de discos e excursionando por todo os Estados Unidos.
As faixas de "I’m Wild About That Thing" mostram uma cantora já plenamente madura artisticamente. Críticos afirmam que "diferentemente de muitas intérpretes da época, que apostavam em exageros sentimentais, Bessie equilibrava emoção e controle técnico com rara sofisticação. Sua voz possuía potência quase operística, mas nunca perdia o balanço do blues. Ela dominava o fraseado com naturalidade impressionante, atrasando ou antecipando sílabas para criar tensão rítmica e dramaticidade."
Bessie nasceu no Tennesse, no fim do século 19 e viveu apenas 43 anos. Morreu em 1937, mas foi a mais popular cantora de blues das décadas de 1920 e 1930.
Sua vida não foi fácil. Aos 9 anos já era órfã de pai, quando sua mãe também morreu e sua irmã mais velha, Viola, ficou encarregada de cuidar de seus irmãos e irmãs.
Para arranjar algum dinheiro, Bessie e seu irmão Andrew começaram a se apresentar nas ruas de Chattanooga como um dueto, ela cantando e dançando, ele acompanhando no violão, principalmente na frente do White Elephant Saloon no coração da comunidade afro-americana da cidade.
Mas por volta ded 1920, ela alcançou um grande sucesso com seu primeiro lançamento, uma mistura de "Gulf Coast Blues" e "Downhearted Blues", que sua compositora, Alberta Hunter, já havia transformado em um sucesso na Paramount Records. Bessie se transformou a atração principal no circuito de teatros negros e acabou se tornando sua atração mais popular na década de 1920. Trabalhando no teatro e fazendo turnês, ela se transformou na artista negra mais bem paga de sua época. Sua gravadora, a Columbia apelidou-a de "Rainha do Blues", mas uma jogada de marketing passou o título dela para "Imperatriz".
Sua morte aconteceu devido a um acidente de carro.
Ao ouvir esse disco hoje, mais de nove décadas depois das gravações originais, a força emocional da cantora ainda impressiona. As gravações padecem de um a tecnologia atual, obviamente, mas percebe-se claramente que estamos ouvindo uma excelente cantora.
Não à toa, tornou-se a maior estrela do blues clássico feminino, vendendo milhares de discos e excursionando por todo os Estados Unidos.
As faixas de "I’m Wild About That Thing" mostram uma cantora já plenamente madura artisticamente. Críticos afirmam que "diferentemente de muitas intérpretes da época, que apostavam em exageros sentimentais, Bessie equilibrava emoção e controle técnico com rara sofisticação. Sua voz possuía potência quase operística, mas nunca perdia o balanço do blues. Ela dominava o fraseado com naturalidade impressionante, atrasando ou antecipando sílabas para criar tensão rítmica e dramaticidade."
Outro aspecto fascinante do disco é a qualidade dos músicos acompanhantes. Muitas dessas sessões contavam com alguns dos maiores instrumentistas do jazz primitivo e do blues urbano.
Sua importância pode ser medida pela influência duradoura que exerceu em artistas como Billie Holiday, Dinah Washington, Nina Simone e Janis Joplin. Todas herdaram, em maior ou menor grau, essa capacidade de transformar vulnerabilidade em força expressiva.
Portanto, mais do que uma simples coletânea histórica, "I’m Wild About That Thing" funciona como retrato de uma artista monumental. Sua arte ajudou a estabelecer as bases do canto jazzístico moderno e redefiniu o papel da intérprete feminina na música popular.
Todas as faixas foram gravadas nos anos de 1927 (5 delas), 1928 (3), 1929 (2) e 1933 (1) e são as seguintes:
- Alexander's Ragtime Band (Berlin)
- Tromboine Cholly (Brooks)
- Lock and Key (Creamer e Johnson)
- A Good Man Is Hard to Find (Green)
- Dyin' By the Hour (Brooks)
- Foolish Man Blues (Smith)
- Thinking Blues (Smith)
Devil's Gonna Get You (Granger)
- I Used To Be Your Sweet Mama (Miller)
- Standing in the Rain (Smith)
- I'm Wild About That Thing (Willians)
- You've Got to Give me Some (Willians)
- Kitchen Man (Razaf e Belledna)
- He's Got Me Goin' (Gray)
- Blue Spirit Blues (Willians)
- Do Your Duty (Wilson)
- Gimme a Pig Foot (Wilson)
O CD pode ser encontrado nos bons sites do ramo e, embora eu não tenha encontrado esse disco no YouTube, há uma página lá com 49 canções delas, muitas das quais estão nessa coletânea: https://www.youtube.com/watch?v=Mfsq8bqAVB4&list=PLk2hj6N_gFGqL6mMUOjwOI486fR0ZhHnP .
Sua importância pode ser medida pela influência duradoura que exerceu em artistas como Billie Holiday, Dinah Washington, Nina Simone e Janis Joplin. Todas herdaram, em maior ou menor grau, essa capacidade de transformar vulnerabilidade em força expressiva.
Portanto, mais do que uma simples coletânea histórica, "I’m Wild About That Thing" funciona como retrato de uma artista monumental. Sua arte ajudou a estabelecer as bases do canto jazzístico moderno e redefiniu o papel da intérprete feminina na música popular.
Todas as faixas foram gravadas nos anos de 1927 (5 delas), 1928 (3), 1929 (2) e 1933 (1) e são as seguintes:
- Alexander's Ragtime Band (Berlin)
- Tromboine Cholly (Brooks)
- Lock and Key (Creamer e Johnson)
- A Good Man Is Hard to Find (Green)
- Dyin' By the Hour (Brooks)
- Foolish Man Blues (Smith)
- Thinking Blues (Smith)
Devil's Gonna Get You (Granger)
- I Used To Be Your Sweet Mama (Miller)
- Standing in the Rain (Smith)
- I'm Wild About That Thing (Willians)
- You've Got to Give me Some (Willians)
- Kitchen Man (Razaf e Belledna)
- He's Got Me Goin' (Gray)
- Blue Spirit Blues (Willians)
- Do Your Duty (Wilson)
- Gimme a Pig Foot (Wilson)
O CD pode ser encontrado nos bons sites do ramo e, embora eu não tenha encontrado esse disco no YouTube, há uma página lá com 49 canções delas, muitas das quais estão nessa coletânea: https://www.youtube.com/watch?v=Mfsq8bqAVB4&list=PLk2hj6N_gFGqL6mMUOjwOI486fR0ZhHnP .
*A pesquisa para este artigo foi auxiliada pela IA do ChatGPT.


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