Por Ronaldo Faria
-- Vamos lá! Concentração! Se
liga que a discografia mudou. Agora rola Luiz Tatit.
Os neurônios demoram a se ligar. Mas, passo vagaroso com outro passo no passadio da escrita, vão se tornando escrito e escritura de verdade. Ainda não rolou o barato, mas surge ao menos o fato. Tátil.
Acácio, arcanjo de si mesmo, a
esmo, malevolente e finito no infinito que a loucura da criação dá, pede passagem
à miragem que o resto de vida traz. Sábio de si, sabe que o restante do mundo
real não tem muito mais a vir. Talvez um momento feliz intercalado do momento findo,
à solicitude frágil e fácil de sete palmos jogado. Senão, a fragilizada tormenta duplamente fragilizada
do mundo trágico. Talvez a inenarrável saudade. Mas, para Acácio, vilipendiado
em si mesmo, pouco importa. A porta fechada ou aberta é só coisa ilusória.
-- E aí, mano, vamos encher a cara?
-- Tem opção?
-- Não.
-- Então vamos lá!
No boteco, coisa feito treco que tem que existir pra vida coexistir, a resposta é a posta insalubre do cardápio e do linguajar. E Acácio e seu parceiro fetal viram um só a tentar se encontrar. Umas doses vêm e outras não voltam. Todas se jogam nos copos em cópulas com as bocas e gargantas dos descritos personagens. A paisagem é mera voltagem 110 em tomada 220. Para mudar a realidade, um garçom solícito e carente dos 10% é só perguntas: “Vai outra?” A cena, enfim, é mero numerário.
-- Vamos pra saideira?
-- Com toda a certeza...
Na mesa de plástico que nunca veria o pior mármore sobre si, os amigos minguam ao tempo para saber que o destino é desconhecido e ínfimo, infame. Na canção que a vida dá, a poesia pergunta quem abraçou quem. Para o Criador, a rir de tudo, a vida não vale um vintém.
Os neurônios demoram a se ligar. Mas, passo vagaroso com outro passo no passadio da escrita, vão se tornando escrito e escritura de verdade. Ainda não rolou o barato, mas surge ao menos o fato. Tátil.
Ps aos privilegiados que bebem: não deixar rolar a primeira vazão
mictória. Se ela rolar, outras muitas virão no desenrolar.
-- E aí, mano, vamos encher a cara?
-- Tem opção?
-- Não.
-- Então vamos lá!
No boteco, coisa feito treco que tem que existir pra vida coexistir, a resposta é a posta insalubre do cardápio e do linguajar. E Acácio e seu parceiro fetal viram um só a tentar se encontrar. Umas doses vêm e outras não voltam. Todas se jogam nos copos em cópulas com as bocas e gargantas dos descritos personagens. A paisagem é mera voltagem 110 em tomada 220. Para mudar a realidade, um garçom solícito e carente dos 10% é só perguntas: “Vai outra?” A cena, enfim, é mero numerário.
-- Vamos pra saideira?
-- Com toda a certeza...
Na mesa de plástico que nunca veria o pior mármore sobre si, os amigos minguam ao tempo para saber que o destino é desconhecido e ínfimo, infame. Na canção que a vida dá, a poesia pergunta quem abraçou quem. Para o Criador, a rir de tudo, a vida não vale um vintém.

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