Por Ronaldo Faria
Nas reentrâncias do tempo o
vento batuca em memórias ávidas de lembranças anchas e efemérides. Talvez, num
invés de saber se ter, a madrugada traga velhos e insólitos gradis que nos prendam
em atávicos e perplexos esmeris. Ou então, num sermão do padre capuchinho em
latim, algo que ninguém entende e quer saber, dono do tempo, fazer ter fim. E assim,
no cadafalso do falso arlequim na busca de sua colombina, vamos a dedilhar
letras e frases na busca de ser eterno ao fim do fim.
Nas buscas desapegadas de felicidade
e sonhos etéreos, ventos falsos de brincadeiras pífias que a profusão de frases
traduzem poemas impávidos e sem colosso, ficamos no osso. No ilíaco, a ramificação
da bifurcação do nervo que teima teimar e queimar. Mas, foda-se a leitura do
corpo humano no desumano viver de ser. Algo há. Que há, há.
Talvez a solução seja uma gargalhada em ah, ah, ah, ah... Ou a crença no desdém
que até hoje se eterniza no ovo e na galinha. No mais, nada mais do que um impropério seguido de i
love you.
Nas carambolas das
bolas
Fulminando o fim
eterno
Na ternura abrupta
que se dá
A princesa além de
limpar chão
Dona de si e de
tantos mil
Abruptos devaneios
febris
Rainha de um lar
rajado
Nas tarjas que a
censura diz
Louca no delírio
pífio e tenro
Efeito de bazófia
em arremedo
Vira solução de
tudo ou medo
No desvelo, o
enlevo de sê-lo

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