terça-feira, 7 de julho de 2026

Com a Rita a se fazer uma antiga calça Lee

 Por Ronaldo Faria


Nas reentrâncias do tempo o vento batuca em memórias ávidas de lembranças anchas e efemérides. Talvez, num invés de saber se ter, a madrugada traga velhos e insólitos gradis que nos prendam em atávicos e perplexos esmeris. Ou então, num sermão do padre capuchinho em latim, algo que ninguém entende e quer saber, dono do tempo, fazer ter fim. E assim, no cadafalso do falso arlequim na busca de sua colombina, vamos a dedilhar letras e frases na busca de ser eterno ao fim do fim.
 
Nas carambolas das bolas
Fulminando o fim eterno
Na ternura abrupta que se dá
A princesa além de limpar chão
 
Dona de si e de tantos mil
Abruptos devaneios febris
Rainha de um lar rajado
Nas tarjas que a censura diz
 
Louca no delírio pífio e tenro
Efeito de bazófia em arremedo
Vira solução de tudo ou medo
No desvelo, o enlevo de sê-lo
 
Nas buscas desapegadas de felicidade e sonhos etéreos, ventos falsos de brincadeiras pífias que a profusão de frases traduzem poemas impávidos e sem colosso, ficamos no osso. No ilíaco, a ramificação da bifurcação do nervo que teima teimar e queimar. Mas, foda-se a leitura do corpo humano no desumano viver de ser. Algo há. Que há, há. Talvez a solução seja uma gargalhada em ah, ah, ah, ah... Ou a crença no desdém que até hoje se eterniza no ovo e na galinha. No mais, nada mais do que um impropério seguido de i love you.

Com a Rita a se fazer uma antiga calça Lee

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