Por Ronaldo Faria
No cancioneiro da vida, a
sobrevida doidivanas que é chama etérea. Ofício terminal que se põe a reviver
emoções e unções transmutadas e criadas como ondas espraiadas a buscar o início
do fim. E se opõe ao descalabro que o candelabro apagado na cena há. Sobremaneira,
sem eira ou beira, na beirada que cada segundo da vida deixa e dá, a chegada da
alvorada que dorme a passarada e acorda os amantes que o amor faz renascer. Uns
irão nos galhos das árvores se recolher e outros buscarão beijos perdidos em línguas
sedentas de amor e talvez prazer. No sol que se esconde detrás do morro a se ofuscar
em dois irmãos, restos de raios fazem a performance instagramável de mil
cliques a descobrir o fim. E assim, enfim, no filme que corre entre os olhos no
porvir, talvez um ou outro amante se faça galante para seu amor profanar.
Na mesa do bar, a filtrar a cena que acena aos olhos que ainda podem enxergar, José vê-se às benesses que o resto de lucidez dá. Enxerga os limites translúcidos que a finitude deixa estar, caminha feito Pero Vaz de Caminha a dizer que em se plantando tudo pode dar, mente a si mesmo que o dia de amanhã será feito em reluzir. Andarilho de suas trilhas desde os desertos do Saara aos mares das Antilhas, José se sente Josué a abrir mares e marés, sempre na falsa fé. Perpetua a lua translúcida que reluz no céu que transborda de escurecer o ser a queimar os dedos no incenso sem noção daquilo a que veio fazer. “Sacanagem sofrer na dor quando se perpetua e se perpetra um tanto de tal querer...”
Nas notas que denotam outros tons e letras que a canção dá, onde gemer pode virar foder, a vida vira orelhão perdido numa esquina, a sina do amor se reveste na rede a balançar perdida no passado, os corpos se revestem de nudez e prazer. E casas derrubadas e calcinadas trazem recordações fátuas, tocares táteis e imponderáveis soluções malucas e fáceis. Feito mamelucas, rosários frágeis que nem a maior carola sabe recitar, emoções permeiam toques frígidos e voláteis. Na tristeza de um vai e outro vem, num vaivém, a rede a se dependurar nas paredes que as estrelas reluzem no infinito de alguém. Talvez algum violão solitário, uma voz em santuário, a incerteza de ser só querer ser. E assim, a ressoar ou ressonar, as casas perdidas numa rua do até logo em até mais se esmeram de tudo saudar.
Na mesa do bar, a filtrar a cena que acena aos olhos que ainda podem enxergar, José vê-se às benesses que o resto de lucidez dá. Enxerga os limites translúcidos que a finitude deixa estar, caminha feito Pero Vaz de Caminha a dizer que em se plantando tudo pode dar, mente a si mesmo que o dia de amanhã será feito em reluzir. Andarilho de suas trilhas desde os desertos do Saara aos mares das Antilhas, José se sente Josué a abrir mares e marés, sempre na falsa fé. Perpetua a lua translúcida que reluz no céu que transborda de escurecer o ser a queimar os dedos no incenso sem noção daquilo a que veio fazer. “Sacanagem sofrer na dor quando se perpetua e se perpetra um tanto de tal querer...”
Nas notas que denotam outros tons e letras que a canção dá, onde gemer pode virar foder, a vida vira orelhão perdido numa esquina, a sina do amor se reveste na rede a balançar perdida no passado, os corpos se revestem de nudez e prazer. E casas derrubadas e calcinadas trazem recordações fátuas, tocares táteis e imponderáveis soluções malucas e fáceis. Feito mamelucas, rosários frágeis que nem a maior carola sabe recitar, emoções permeiam toques frígidos e voláteis. Na tristeza de um vai e outro vem, num vaivém, a rede a se dependurar nas paredes que as estrelas reluzem no infinito de alguém. Talvez algum violão solitário, uma voz em santuário, a incerteza de ser só querer ser. E assim, a ressoar ou ressonar, as casas perdidas numa rua do até logo em até mais se esmeram de tudo saudar.
