segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Quase lá

 Por Ronaldo Faria


(Ao som do Barão Vermelho)

Perto, perto, perto, muito perto e tão longe, tantã no afã, híbrido e louco. Pesadelos reais e recorrentes a cada dia, insofismáveis verdades que irrompem de dentro, sabe-se lá de onde. Aos poucos, a chegada da ferida que não sara, a vontade insana de rever a filha, a tristeza que lateja e sobrevive sem derrear. Talvez falte pouco, bem pouco, num desejo inclemente e profano de sair do jogo. Como fim de campeonato, não importa sequer para aonde a bola rola. Mesmo se há bola. Resta agora a vontade da degola, do gole inquieto, do despertar do feto da morte. A saudade é maior do que tudo. O vazio é impreenchível. E foda-se o que for dito depois que eu me for. Doente, depressivo, inconsequente, doente mental. De boa, caguei geral. Quero apenas juntar as cinzas de um e do outro animal. Depois e daí, seja o que for, na alegria que vier ou na obscura e verdadeira dor...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Um coletânea feita há 54 anos

  Por Edmilson Siqueira Em 1972, ou seja, há 54 anos, Sergio Mendes já tinha sucessos suficientes para produzir uma coletânea. Ela foi lança...