quarta-feira, 14 de junho de 2023

Novos e velhos baianos

 Por Ronaldo Faria

À espera da próxima cerveja gelar, o limite entre a alegria e a amargura. A finitude e a plenitude. A vacância dos próximos dias e a dialética tardia. Haverá? Em qual diapasão? Na dialética métrica da razão ou na irracionalidade do senão? Saber-se-á. Mas, afinal, algo sabemos do próximo segundo? Será ele fecundo ou findo? Notas, acordes e um acordar sonoro ou o silêncio discrepante e infante que nos desdobra em lençóis que nos deixaram descobertos feito fetos a chegar no mundo?

A ver e ouvir Novos Baianos, antes de dupla morte em falta de sorte, vem a incerteza sincera e deletéria que não quer derrear. Desde meu passado atávico e territorial, quase um armorial, até a chegança do tanto faz ser, estar ou ficar letal. Na verdade, os da casa não sabem a joia que tem. Nos ritmos dos inexatos e nem sei, vamos caminhando em andrajos e lantejoulas, para o mesmo mundo que era de um El-Rey. No copo em cópulas com o borbulhar da cerveja, a infinita chegança do até onde poder chegar.

 II

Sonoridade e sororidade em idades uma hora já não nos cabem. Ou não? A resposta, posta, só a alguns caberá... Aqui, estou de peito aberto a descobrir.


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