sábado, 5 de setembro de 2026

A matar um bosta de um mosquito na tela do computador

Por Ronaldo Faria

 

Verossimilhança entre a lucidez e a loucura. Mistura de dor e ternura. Âmbar que sai da ambulância em fortuita discrepância. Anuência do que resta de restar. Pois o restante é somente semente que se joga ao chão na crença de brotar. Na placa do mundo tem placa exposta de felicidade para se alugar. Mas precisa de fiador, imóvel próprio, heterodoxos parentes cheios da grana para tal loucura bancar. Ou seja, tudo será apenas falácia feito comer escargot com torresmo. Em mim, mero esmero. Feito pintassilgo que bebe da chuva passageira o último pingo, vamos a tocar a versão beta de ser. A viver a caçada de Cara de Cavalo nos telhados da Tijuca, tartarugas d’água num insípido lugar de cimento, o lamento efêmero de incêndios a queimar em flashes de memória. Na mera calmaria que a quimera da farmacologia dá, anginas pernoitam sob a esquina. Decerto, logo perto, alguém optou pela estricnina.

A matar um bosta de um mosquito na tela do computador

Por Ronaldo Faria   Verossimilhança entre a lucidez e a loucura. Mistura de dor e ternura. Âmbar que sai da ambulância em fortuita discrep...