Por Edmilson Siqueira
Como escrevi no último artigo, o disco do João Bosco estava pra chegar e chegou. É o que tenho mais ouvido por aqui. "Boca Cheia de Frutas" é o nome do disco, traz 12 novas músicas de João Bosco, oito delas em parceria com seu filho, Francisco Bosco, uma com Roque Ferreira, uma de Chico Buarque e Milton Nascimento e uma parceria com o insubstituível Aldir Blanc que não havia sido ainda gravada.
Como todo trabalho de João Bosco, trata-se de um disco impecável. Gravado e lançado em 2024, o disco não teve a repercussão de outros, nenhum grande sucesso que todo mundo cante por aí, mas as músicas são ótimas.
João Bosco, então com 78 anos, mostra todo seu amadurecimento como cantor e compositor. Se não há mais aquelas melodias que grudam no cérebro de imediato, há muita poesia de alta qualidade, arranjos impecáveis e excelentes músicos acompanhando o cantor.
O CD também é muito bem apresentado, com uma bela capa em tons fortes e "cheia de frutas", um encarte com todas as letras e ficha técnica. Um belo trabalho da Universal, associada à Som Livre.
Presente em oito das onze faixas, Crustóvão Bastos lidera o time de instrumentistas, que tem ainda Guto Wirtti no baixo, Armando Marçal e Zero na percussão, Kiko Freitas na bateria, Jaques Morelenbaum no violoncelo (em participação especial numa das faixas), Rogério Caetano no violão de sete cordas, Andrea Ernest Dias na flauta, Everson Moraes no trombone além, é claro, do violão de João Bosco.
Como todo trabalho de João Bosco, trata-se de um disco impecável. Gravado e lançado em 2024, o disco não teve a repercussão de outros, nenhum grande sucesso que todo mundo cante por aí, mas as músicas são ótimas.
João Bosco, então com 78 anos, mostra todo seu amadurecimento como cantor e compositor. Se não há mais aquelas melodias que grudam no cérebro de imediato, há muita poesia de alta qualidade, arranjos impecáveis e excelentes músicos acompanhando o cantor.
O CD também é muito bem apresentado, com uma bela capa em tons fortes e "cheia de frutas", um encarte com todas as letras e ficha técnica. Um belo trabalho da Universal, associada à Som Livre.
Presente em oito das onze faixas, Crustóvão Bastos lidera o time de instrumentistas, que tem ainda Guto Wirtti no baixo, Armando Marçal e Zero na percussão, Kiko Freitas na bateria, Jaques Morelenbaum no violoncelo (em participação especial numa das faixas), Rogério Caetano no violão de sete cordas, Andrea Ernest Dias na flauta, Everson Moraes no trombone além, é claro, do violão de João Bosco.
O disco, na verdade, sintetiza muitas das características que fizeram desse compositor mineiro um dos artistas mais inventivos da música brasileira: melodias sinuosas, harmonias sofisticadas, letras de grande riqueza poética e uma interpretação marcada pela intensidade rítmica do violão.
É verdade que desde o início da carreira, João Bosco se consolidou com uma linguagem musical muito própria, aliada à grande qualidade das letras de Aldir Blanc que dominaram os seus quatro primeiros discos. Seu violão percussivo tornou-se referência para músicos de diferentes gerações, tanto que João aparece sempre no YouTube contando e mostrando como fez determinadas músicas, que acordes usou e como elaborou o ritmo. Em "Boca Cheia de Frutas", essa marca aparece de forma ainda mais refinada.
Os arranjos têm a grande qualidade de evitar qualquer exagero, com formações enxutas, para que o essencial - letra e música - não se perca.
João Bosco, como escrevi no último artigo, já tem show novo e disco novo que deve ser lançado em breve, comemorando agora seus 80 anos.
Esse penúltimo disco dele é uma prova de que ele continua em plena forma e cria ótima expectativa para o que virá por aí desse gênio da nossa música.
A trilha do CD é a seguinte:
1. Dandara (João Bosco e Roque Ferreira)
2. Vir-a-Ser (João Bosco e Francisco Bosco)
3. O Canto da Terra por um Fio (João Bosco e Francisco Bosco)
4. E Aí? (João Bosco e Aldir Blanc)
5. Dias Que São Assim (João Bosco e Francisco Bosco)
6. Dinossauros da Candelária (João Bosco e Francisco Bosco)
7. Buraco (João Bosco e Francisco Bosco)
8. Sobretom (João Bosco) (instrumental)
9. Samba Sonhado (João Bosco e Francisco Bosco)
10. Gurufim (João Bosco e Francisco Bosco)
11. O Cio da Terra e Boca Cheia de Frutas (O Cio da Terra: Milton Nascimento e Chico Buarque) (Boca Cheia de Frutas (João Bosco e Francisco Bosco)
É verdade que desde o início da carreira, João Bosco se consolidou com uma linguagem musical muito própria, aliada à grande qualidade das letras de Aldir Blanc que dominaram os seus quatro primeiros discos. Seu violão percussivo tornou-se referência para músicos de diferentes gerações, tanto que João aparece sempre no YouTube contando e mostrando como fez determinadas músicas, que acordes usou e como elaborou o ritmo. Em "Boca Cheia de Frutas", essa marca aparece de forma ainda mais refinada.
Os arranjos têm a grande qualidade de evitar qualquer exagero, com formações enxutas, para que o essencial - letra e música - não se perca.
João Bosco, como escrevi no último artigo, já tem show novo e disco novo que deve ser lançado em breve, comemorando agora seus 80 anos.
Esse penúltimo disco dele é uma prova de que ele continua em plena forma e cria ótima expectativa para o que virá por aí desse gênio da nossa música.
A trilha do CD é a seguinte:
1. Dandara (João Bosco e Roque Ferreira)
2. Vir-a-Ser (João Bosco e Francisco Bosco)
3. O Canto da Terra por um Fio (João Bosco e Francisco Bosco)
4. E Aí? (João Bosco e Aldir Blanc)
5. Dias Que São Assim (João Bosco e Francisco Bosco)
6. Dinossauros da Candelária (João Bosco e Francisco Bosco)
7. Buraco (João Bosco e Francisco Bosco)
8. Sobretom (João Bosco) (instrumental)
9. Samba Sonhado (João Bosco e Francisco Bosco)
10. Gurufim (João Bosco e Francisco Bosco)
11. O Cio da Terra e Boca Cheia de Frutas (O Cio da Terra: Milton Nascimento e Chico Buarque) (Boca Cheia de Frutas (João Bosco e Francisco Bosco)
