Por Ronaldo Faria
A dor voltou prenunciando a
faca que etra nas costas, a rasgar. Veio assim malandra, se aconchegando
devagar e berrou com tudo: "Cheguei". Retornou com fé e força. Destrambelhou geral. A carcomer
o pouco que ainda sobra para comer. A tornar cada gesto do corpo um sestro a
ser expurgado. A ordem é dar espaço à dor. Deixar tudo mero bagaço. Sem
direito sequer ao trago salvador. Nem aos deuses de umbanda poder pedir um tempo
regulamentar para conseguir ao menos num minuto ter mero tranquilo respirar. Na
azáfama do que isso seja lá o quer for virar...
(Com os Novos Baianos tentando amenizar a dor)

Nenhum comentário:
Postar um comentário