Por Ronaldo Faria
A se
entregar às farmacologia e orgias alcoólicas da vida, Prudêncio, imprudente ser
de si mesmo, a cagar e andar sobre o futuro que não há (a vida é apenas um
eterno passado a cada segundo vivido ou vívido), vai tocando os toques das
teclas enquanto sabe ainda dedilhar. No seu trilhar louco e lúcido, translúcido
de horror e falsa paz, vai a catar pedaços de atos efêmeros e tênues que
parecem mero capítulo no tragicômico seguir.
Certamente demente, clemente de se abster de religião e candidíase, vai a correr pequenos pedaços de lembrar que, aos poucos, se tornam mesmices de relembrar. Na placidez que a escassez caça a cada vida, sobremaneira aflito pelo grito preso na garganta feito anta que rejeita cafuné, Prudência some em seu mundo de sol e orvalho. Brinca de ferida fechada feito fachada para continuar na escrita da pena molhada.
Na Torre de Babel que criamos à si, assimétrica como a dicotomia que desfez há muito na flacidez da tarde, da saúde e da morte, o perímetro que existe entre o número crível e a filosofia cível de nada ser ou estar. Afinal, o que devemos postar ou fazer no passado prostrar? Pois se somos universo de pouca coisa cheia de mistérios e senões, mistérios ou canções lembradas, criemos mundo próprio e utópico. Ótico e psicótico, quiçá.
Na certeza de que as próximas irrelevantes horas em nada se farão farsas de si mesmas, blasfêmias que poucas fêmeas seguirão, vamos a nadar em mares mil. Uns com correntezas que destroem o que há pela frente, outros com calmarias frígidas que nem moinhos de ventos sabem mexer. Entre o início e o fim, promíscuos apêndices que se misturam em alegria e dor. Em meio a tudo, o turbilhão que gira na lividez do amor.
Nas notas denotadas das canções que correm pelo ar, um princípio criogênico de felicidade e algo halogênico que nem o melhor químico saberá descrever ou criar. Mas, creiam, é isso que faz crer ao poeta que amanhã amanhecerá em mais outro amanhecer. Há muito ainda a escrever, descrever, fazer voltar, ser. Na fila de quem não pôde aqui cumprir seus escritos, pela morte e não pelos críticos, somos e estamos crisântemos a brotar.
Certamente demente, clemente de se abster de religião e candidíase, vai a correr pequenos pedaços de lembrar que, aos poucos, se tornam mesmices de relembrar. Na placidez que a escassez caça a cada vida, sobremaneira aflito pelo grito preso na garganta feito anta que rejeita cafuné, Prudência some em seu mundo de sol e orvalho. Brinca de ferida fechada feito fachada para continuar na escrita da pena molhada.
Na Torre de Babel que criamos à si, assimétrica como a dicotomia que desfez há muito na flacidez da tarde, da saúde e da morte, o perímetro que existe entre o número crível e a filosofia cível de nada ser ou estar. Afinal, o que devemos postar ou fazer no passado prostrar? Pois se somos universo de pouca coisa cheia de mistérios e senões, mistérios ou canções lembradas, criemos mundo próprio e utópico. Ótico e psicótico, quiçá.
Na certeza de que as próximas irrelevantes horas em nada se farão farsas de si mesmas, blasfêmias que poucas fêmeas seguirão, vamos a nadar em mares mil. Uns com correntezas que destroem o que há pela frente, outros com calmarias frígidas que nem moinhos de ventos sabem mexer. Entre o início e o fim, promíscuos apêndices que se misturam em alegria e dor. Em meio a tudo, o turbilhão que gira na lividez do amor.
Nas notas denotadas das canções que correm pelo ar, um princípio criogênico de felicidade e algo halogênico que nem o melhor químico saberá descrever ou criar. Mas, creiam, é isso que faz crer ao poeta que amanhã amanhecerá em mais outro amanhecer. Há muito ainda a escrever, descrever, fazer voltar, ser. Na fila de quem não pôde aqui cumprir seus escritos, pela morte e não pelos críticos, somos e estamos crisântemos a brotar.

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