segunda-feira, 27 de julho de 2026

Na novidade

 Por Ronaldo Faria


Coisa nova, feito novidade nos abrolhos que os olhos ainda podem enxergar, fetiches de poesias jogadas ao chão. Amores performáticos e atávicos, que ainda existem e persistem só para querer ser. Imbróglios esquecidos na imensidão. Canção que serve de unção a apaziguar a dor. Talvez, no derradeiro louvor, resista um amor.
Coisa nova, porque afinal toda novidade merece ter de nascer, que chegue e se achegue num maior florescer. Assim, na leviandade da vida, na idade que o calendário lendário e etário nos dá, se crie e se torne solstício no recriar. No caminhar dos dias, a dialética, disléxica, seja apenas uma pena que a ave no voo derrama por inteira.

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