Por Ronaldo Faria
-- E aí? Vamos falar dos tais
tormentos?
-- Nem fodendo.
-- Por que não?
-- Por que não quero. Isso não basta?
-- Claro que não. Você é meu paciente. Está ciente disso?
-- Estou. A minha conta bancária sabe bem disso. Nunca no pagar fui omisso.
-- Não estou falando de dinheiro. E sim do seu aconchego.
-- O quê? Será mesmo?
Astrogildo, puto da vida, responde as perguntas do seu psicanalista. “Caralho, deixei de ver Flamengo e Vasco para estar aqui escrevendo a toa E esse corno, “doutor”, quer saber se estou bem? Pau no cu do angu!”
-- Astrogildo, você ouviu o que eu perguntei?
-- E você, seu babaca, sabe se o Arrascaeta fez um golaço no time mais rebaixado do Rio de Janeiro?
O psicanalista, quem nem precisa de diploma de Medicina ou Psicologia para dizer o que é certo ou errado (mesmo sendo nada), fica estarrecido.
-- Como assim?
-- Preciso repetir ou mandar você tomar no cu uma vez já não é o bastante?
Astrogildo, certo de que ao menos agora irá irritar seu vizinho com os gritos de gol, levanta e sai do consultório. Desce à rua feliz e refeito de si. Amanhã, se tiver ressaca da falta de remédios tarja preta, não haverá problema, No dilema sobrenatural, no fonema atual de continuar infeliz ou não, sabe que tudo depende apenas de si. E assim se traduz na luz etérea da tela que pisca e brinca de uns como Caetano Veloso cioso de cantar o mundo musical.
-- Nem fodendo.
-- Por que não?
-- Por que não quero. Isso não basta?
-- Claro que não. Você é meu paciente. Está ciente disso?
-- Estou. A minha conta bancária sabe bem disso. Nunca no pagar fui omisso.
-- Não estou falando de dinheiro. E sim do seu aconchego.
-- O quê? Será mesmo?
Astrogildo, puto da vida, responde as perguntas do seu psicanalista. “Caralho, deixei de ver Flamengo e Vasco para estar aqui escrevendo a toa E esse corno, “doutor”, quer saber se estou bem? Pau no cu do angu!”
-- Astrogildo, você ouviu o que eu perguntei?
-- E você, seu babaca, sabe se o Arrascaeta fez um golaço no time mais rebaixado do Rio de Janeiro?
O psicanalista, quem nem precisa de diploma de Medicina ou Psicologia para dizer o que é certo ou errado (mesmo sendo nada), fica estarrecido.
-- Como assim?
-- Preciso repetir ou mandar você tomar no cu uma vez já não é o bastante?
Astrogildo, certo de que ao menos agora irá irritar seu vizinho com os gritos de gol, levanta e sai do consultório. Desce à rua feliz e refeito de si. Amanhã, se tiver ressaca da falta de remédios tarja preta, não haverá problema, No dilema sobrenatural, no fonema atual de continuar infeliz ou não, sabe que tudo depende apenas de si. E assim se traduz na luz etérea da tela que pisca e brinca de uns como Caetano Veloso cioso de cantar o mundo musical.

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