sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Com Fernanda Takai...

 Por Ronaldo Faria

 


Borbotões de senões entre as borboletas que se esgueiram nas flores que floreiam jardim qualquer. Nua, a mulher margeia a verdade que inexiste na vida. Já o homem transita entre o trânsito louco de memórias e histórias mil. No ninho improvisado no concreto, a andorinha voa e vai e vem num vaivém para alimentar a prole de bicos abertos e sons de piados e pios. No parafuso mental que uma paráfrase (seja lá o que isso for) faz, a ilusória memória de tempos no atrás do detrás. Na demência da ausência que se debate entre vozes esquecidas e vinho, o ventilador de teto tateia as lembranças para revolver o que não há como resolver. Talvez um revólver, um fósforo incandescente, um exército de idiotas a gritar o simplório volver. No som que sai dos alto-falantes, Fernanda Takai pede um dia ao menos na vida do amor perene. Como fosse a volta do passado feliz e amargurado, o texto testemunha que folhas amareladas esmaecem ao sol que propõe tudo brilhar. Tudo a relembrar um dia, talvez. Na tez que amanheceu em dor, um porto tão longínquo como o de Fez. Aos náufragos das tormentas da vida, na frígida bem-aventurança que a loucura dá, talvez um pedaço de ilusão, uma calmaria que muda rotas e réstias (quando as velas da felicidade se recolhem em solidão), rostos em ritos de restos, porque não...

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