Por Ronaldo Faria
Cerveja de morango e maracujá é verdade.
IPA seja o que disser que for, saudade.
Clarividência à essência, meio formicida.
Na cidade etérea, pense pênsil em mim.
Na próxima parada, a dor da amada.
Cascata inexata que flui para cima.
Na ressaca de Zona Sul, estaremos. Estarei.
Na espuma da bruma, o prumado real.
Brincadeira de eira e beira, à beirada do mar.
Estar no Rio e longe se fazer eclipsar.
Nos passos da eterna amada caminhar.
No fulgor do sol, a filha rever no brotar.
Num corpo inerte emergir e submergir.
Afinal, o mundo é um poço sem fundo.
Etéreo, fugaz, naquilo que ainda tem.
Na vida insolúvel, só resta vaivém...
